Goiás assina protocolo de intenções com Dorna para trazer MotoGP ao Brasil em 2026
O governo de Goiás anunciou a assinatura de um protocolo de intenções para trazer a MotoGP de volta ao Brasil a partir de 2026. Secretário-geral de Governo ressaltou, porém, que ainda restam detalhes a serem discutidos
O governo de Goiás avançou na tentativa de trazer a MotoGP de volta ao Brasil. Na segunda-feira (1), representantes do Estado assinaram um protocolo de intenções com a Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, para que Goiânia volte a sediar corridas a partir de 2026.
O acordo, que prevê o retorno do Autódromo Internacional Ayrton Senna ao calendário do Mundial, prevê corridas em 2026, 2027 e 2028, mas pode ser renovado até 2030. A ideia é que a primeira etapa aconteça em março de 2026.
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No último fim de semana, uma delegação composta secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, e pelo secretário de Esportes e Lazer, Rudson Guerra, acompanhou o GP dos Países Baixos, em Assen, e depois viajou a Madri para uma reunião com Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna.
Lima, porém, manteve os pés no chão e deixou claro que outras etapas ainda precisam ser cumpridas antes de confirmar a volta da MotoGP ao país.

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“É sempre importante uma dose de prudência, há detalhes a serem discutidos, mas está tudo dentro daquilo que nós imaginamos”, contou Lima. “Assinamos o protocolo de intenções e já começamos a discutir o contrato”, seguiu.
A próxima fase das negociações prevê a discussão das minutas jurídicas com a Dorna. A expectativa do poder executivo goiano é que, se tudo correr conforme o esperado, o contrato seja assinado até o fim de agosto.
O secretário de Esportes destacou os investimentos feitos no autódromo nos últimos anos e deixou claro que a orientação do governador Ronaldo Caiado é fazer de Goiás uma “referência para o motociclismo mundial”.
“Fizemos investimentos importantes em termos estruturais e de segurança no Autódromo. Prestes a completar 50 anos, no dia 28 de julho, o Autódromo passou recentemente por uma revitalização, que envolveu a pista, os boxes e os camarotes”, disse Guerra. “Conforme determinação do governador Ronaldo Caiado, Goiás será referência para o motociclismo mundial”, completou.
A MotoGP correu pela última vez no Brasil em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, a Dorna assinou dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.
Além do contrato, a volta à Goiânia depende também da homologação máxima da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). O primeiro passo, porém, é uma vistoria de representantes da entidade.
O GRANDE PRÊMIO procurou a FIM e confirmou que uma vistoria ao circuito de Goiânia ainda não foi agendada.
“Ainda não. Ainda estamos esperando”, disse a entidade via assessoria de imprensa. “Esperamos que em breve”, completou.
A MotoGP volta a acelerar entre 5 e 7 de julho para o GP da Alemanha, em Sachsenring, 9ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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