Pramac faz mea-culpa e diz que tem de ajudar Martín para evitar quedas como na Alemanha

Chefe da Pramac, Gino Borsoi avaliou que a equipe também tem responsabilidade na queda que culminou com o abandono de Jorge Martín quando ele liderava o GP da Alemanha de MotoGP

Chefe da Pramac, Gino Borsoi chamou para si parte da responsabilidade pelo abandono de Jorge Martín no GP da Alemanha do último domingo. O dirigente considerou que a equipe tem de ajudar o piloto para evitar que esse tipo de situação se repita.

Na corrida em Sachsenring, Martín liderou a maior parte das 30 voltas, mas, na penúltima, um tombo na curva 1 resultou no abandono da corrida e na perda da liderança do Mundial, já que Francesco Bagnaia venceu e virou o jogo no campeonato com os 25 pontos somados.

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“As corridas são assim e essas coisas aconteceram muitas vezes, fazem parte da natureza das corridas, especialmente quando você tem um ritmo tão forte quanto temos neste ano”, minimizou Borsoi em entrevista ao jornal espanhol AS. “Vimos mais uma vez que Jorge e Pecco estão um passo à frente”, seguiu.

Borsoi destacou que o pneu dianteiro estava no limite na Alemanha, mas apontou que, quando algo assim acontece, “é um pouco culpa de todo mundo”.

Jorge Martín liderou a maior parte do GP da Alemanha, mas caiu na penúltima volta (Foto: Red Bull Content Pool)

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“A corrida foi no limite, com tempos que roçavam o impossível, especialmente na gestão do pneu dianteiro. Nas últimas voltas, estava tendo alguns problemas e alguns sustos com o dianteiro, pois o pneu já estava no limite”, contou. “São coisas que podem acontecer, mas que é um pouco culpa de todo mundo, da minha equipe e minha, porque temos que buscar uma fórmula para ajudá-lo nessas situações onde tem a corrida quase no bolso e aí acontece o que aconteceu”, ponderou.

“Temos de ajudar uns aos outros para que essas coisas não aconteçam mais, pois estamos lutando pelo Mundial e cada ponto é importante. Esses 30 pontos doem. Aconteceu aqui e em Jerez, então temos de trabalhar. Não só o piloto, mas toda a equipe para que isso não volte a acontecer”, acrescentou.

Questionado se é uma questão técnica ou se fala em ajudar o piloto no campo mental, Borsoi respondeu: “Acho que técnica, não, porque a moto estava funcionando bem. Ele é um talento, mas, como todos os talentos, tem coisas que não só o piloto pode resolver, mas as pessoas que estão ao redor têm de ajudá-lo ainda mais. Acho que aqui está a chave da equipe. Eu também tenho de achar uma forma de ajudá-lo nessas situações. Encontrar o último passo que falta para ele ser melhor”.

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