Russell lamenta “oscilações” em desempenho, mas vê Mercedes “não muito atrás da Red Bull”

De acordo com George Russell, o ritmo da Mercedes na temporada 2024 ainda é muito prejudicado pelas mudanças de temperatura em cada circuito, mas mesmo assim afirmou que equipe já "está à frente da Ferrari" na ordem de forças da Fórmula 1

Depois de largar apenas em 17º e ter de fazer uma corrida de recuperação para cruzar a linha de chegada em oitavo no GP da Hungria, realizado no domingo (21), George Russell resolveu fazer um resumo do fim de semana. O piloto da Mercedes elogiou o atual momento da equipe, comentou sobre os erros cometidos na classificação do último sábado e falou até sobre Sergio Pérez, que passa por um momento difícil na temporada atual da Fórmula 1.

Em relação ao rival da Red Bull, o dono do W15 #63 ficou surpreso com o bom ritmo apresentado pelo mexicano ao longo das 70 voltas no Hungaroring. O britânico recebeu a bandeira quadriculada 2s576 atrás de Checo, que terminou em sétimo, e foi sincero ao dizer que não esperava ter de competir contra o #11.

“Para ser honesto, o ritmo dele foi surpreendentemente bom. Considerando o seu momento atual, não esperávamos ter de brigar com ele”, disse Russell em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365. “O ritmo dele estava muito próximo ao de Max [Verstappen], mas o estrago já havia sido feito [na classificação]. É assim que acontece no esporte, você comete erros e acaba sendo punido”, continuou.

O resultado de George em Budapeste foi o pior desde o GP da Emília-Romanha, há mais de dois meses, quando terminou em sétimo. Desde então, o ex-piloto da Williams já conquistou dois pódios e uma vitória, no GP da Áustria. De olho na ordem de forças do campeonato, Russell comemorou a evolução da Mercedes, principalmente em comparação ao time de Charles Leclerc e Carlos Sainz.

George Russell elogiou evolução da Mercedes nas últimas corridas (Foto: Mercedes)

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“Sem dúvida, estamos à frente da Ferrari e não muito atrás da Red Bull. Mas nas últimas cinco corridas, fomos claramente os mais rápidos em duas oportunidades e a segunda ou terceira força nas outras três vezes”, declarou, antes de fazer uma análise voltada mais especificamente sobre a corrida na Hungria.

“Os pneus duros eram bem ruins, e acho que ter os dois [pilotos] usando o mesmo composto comprometeu um pouco. Como equipe, esse foi provavelmente nosso fim de semana menos competitivo. Mas Lewis [Hamilton] acabou de subir no pódio, é o quinto consecutivo para nós como equipe, então vamos extrair os pontos positivos disso”, acrescentou Russell.

O britânico ainda teceu comentários sobre aquele que se tornou o principal problema do W15 em 2024. “Parece que o nosso desempenho oscila bastante dependendo da temperatura. Talvez sejam apenas oscilações naturais ao longo de uma temporada, mas definitivamente parece haver alguma correlação com a temperatura”, apontou o piloto de 26 anos.

Piloto e equipe conversaram após problema na classificação na Hungria (Foto: Mercedes)

O 18º lugar no grid de largada da 13ª etapa do certame aconteceu por causa de alguns fatores: um erro do próprio Russell, que reconheceu que “poderia ter feito um trabalho melhor”, e uma falha grotesca da Mercedes, que assumiu “70% da culpa” por não ter colocado combustível o suficiente no bólido prateado. No fim, George explicou que todos conversaram internamente e que situações desse tipo não devem se repetir.

“Todos nós assumimos a responsabilidade e entendemos o que poderíamos ter feito melhor. No fim das contas, tudo se resume à comunicação, e provavelmente cometemos três erros no decorrer daquela sessão. Só precisávamos ter evitado um deles e passaríamos confortavelmente [para o Q2]. E tudo dependia da comunicação, então é algo a se considerar para o futuro”, finalizou.

Fórmula 1 volta já neste final de semana, de 26 a 28 de julho, em Spa-Francorchamps, para a disputa do GP da Bélgica, o último antes das férias de verão na Europa.

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