Vergne elogia evolução da Fórmula E, mas volta a criticar corridas de pelotão: “Não gosto”
Quinto no Mundial de Pilotos, Jean-Éric Vergne tirou leite de pedra com a DS Penske e concluiu a temporada à frente de outros carros mais fortes. Agora, quer se adaptar ao Gen3 Evo e continuar competitivo
Bicampeão da Fórmula E nas temporadas 2017/18 e 2018/19, Jean-Éric Vergne conseguiu tirar água de pedra com a DS Penske. O francês concluiu o Mundial de Pilotos da temporada 2023/24 em quinto, com 139 pontos, 78 pontos à frente do belga Stoffel Vandoorne, companheiro na equipe norte-americana, e à frente, ainda, do português António Félix da Costa, piloto da Porsche e com um dos trens de força mais fortes do grid.
Agora, Vergne, assim como todos os outros competidores, terão um desafio a mais na próxima temporada, já que terão de lidar com o Gen3 Evo, a versão atualizada do Gen3, o carro utilizado na temporada vencida por Pascal Wehrlein. Com a saída de Vandoorne, o francês deve correr ao lado de Maximilian Günther, que está perto de trocar a Maserati pela DS Penske.
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO durante as 6 Horas de São Paulo do Mundial de Endurance (WEC), em Interlagos, o #25 elogiou a evolução do carro e destacou a potência do novo monoposto elétrico.
“Acho uma boa evolução. Especialmente durante as voltas lançadas, com 350 kW, é uma grande quantidade de performance. Dá uma boa sensação. Os pneus — até agora — eu esperava mais da fabricante, mas parece complicado para eles. Pelo menos, do nosso lado, é uma grande diferença”, afirmou Vergne.

O Gen3 Evo irá para a pista a partir da temporada 2024/25 da Fórmula E, a 11ª desde a criação do certame. Um dos grandes destaques é o alto poder de aceleração, que vai de 0 a 96 km/h em apenas 1s82 — 30% mais rápido que os carros atuais da Fórmula 1. O novo desenho foi feito para ser mais forte, mais robusto e com mais aerodinâmica, aproximando também as batalhas roda a roda da categoria.
Se por um lado Vergne gostou do novo carro, não pensa o mesmo das corridas de pelotão da categoria. Embora as provas realizadas em circuitos permanentes tenham promovido ótimas disputas para o público, com muitas ultrapassagens e a necessidade de uma estratégia de gestão de bateria acertada para obter vantagem nos traçados permanentes, o piloto afirmou que prefere as tradicionais corridas de rua. O francês já havia criticado o modelo neste ano e até chegou a cogitar deixar a categoria por isso.
“Não gosto disso [corridas da Fórmula E em circuitos permanentes]. No fim, somos profissionais e estamos comprometidos a performar em alto nível, vencer e ser melhor que os outros. Se amanhã tivermos que acelerar nossos carros em rios para andar mais rápido, vou andar o melhor possível em rios”, concluiu o ex-F1.

A Fórmula E agora entra de férias e retorna com atividades de pista somente entre os dias 4 e 7 de novembro, com os testes coletivos de pré-temporada na pista de Valência, na Espanha. A temporada 2024/25 começa aqui no Brasil, com o eP de São Paulo, marcado para o fim de semana do dia 7 de dezembro.
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