Indy mantém indefinição sobre charters e paralisa movimentações de pilotos e equipes
Impasse na implantação dos charters para 2025 segue na Indy, com isso, pilotos e equipes aguardam por definições da categoria para o mercado aquecer
A Indy caminha para a parte final da temporada 2024 com um cenário repleto de indefinições para 2025. Com cinco etapas restantes, a categoria norte-americana ainda não tem definido o sistema de charters, uma espécie de franquia para os carros que pretende adicionar ao campeonato. Com isso, o mercado de pilotos também está estagnado.
Mark Miles, CEO da Penske Entertainment, proprietária da Indy, declarou ao longo de 2024 que o campeonato deve ter um sistema charter para o próximo ano. O que tem sido divulgado é que contemplaria todos os carros do atual grid, exceto dois dos cinco da Ganassi, pois seria limitado a três monopostos por time e 25 no total.
O GRANDE PRÊMIO apurou que a Indy apresentou aos chefes de equipe uma proposta com pequenas alterações em relação ao que antes foi divulgado. Os times fizeram seus contrapontos, e a reunião, conduzida por Bud Denker, presidente da Penske Entertainment, representou um avanço. No entanto, a promessa é que a categoria apresente uma proposta entre o intervalo olímpico e o GP de Gateway, no dia 17 de agosto.
Além da Ganassi, a Prema aguarda ansiosamente essa definição. A proposta dará ao time, que já anunciou que vai entrar com dois carros na Indy equipados com motores Chevrolet, a chave para assinar com pilotos. Como o GRANDE PRÊMIO publicou na última semana, Rinus VeeKay está praticamente acertado com a esquadra italiana. A assinatura ainda não foi feita no contrato porque a Prema ainda espera para entender se terá vaga confirmada nas corridas em 2025 — o indicativo é que os detentores dos charters terão lugar garantido nas provas.

A definição da Indy pode fazer com que a Prema mude de plano. Ao invés de uma iniciativa totalmente do zero, a equipe pode ser obrigada a se aliar a outro time para estar na categoria no próximo ano. Nos últimos anos, a Dale Coyne teve parceria com a HMD e Rick Ware em seus carros. Nesta temporada, sem o apoio, tem passado aperto financeiro — e vive em compasso de espera sobre os charters para saber o que terá em mãos para o ano que vem.
O mercado de pilotos também está parado. A princípio, a Ganassi tem três carros dentro dos charters, caso a Indy mantenha a configuração anunciada. Difícil imaginar Scott Dixon e Álex Palou fora, mas a dúvida fica em quem vai fechar o trio: Marcus Armstrong, Kyffin Simpson ou Linus Lundqvist, sendo que os dois primeiros possuem importantes aportes financeiros.
Além de talento, as equipes da Indy têm procurado pilotos que levem um aditivo financeiro. Os custos da categoria subiram este ano com o ingresso dos motores híbridos, o que é mais sensível às equipes menores — onde as vagas estão abertas para 2025.
No momento, pilotos e dirigentes dos times avaliam os possíveis cenários e aguardam as definições para, de fato, tomarem as decisões visando o campeonato do ano que vem.
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