Bagnaia desperdiça chance e facilita vida de Martín na briga pelo título da MotoGP
Com o abandono no GP da Emília-Romanha deste domingo (22), Francesco Bagnaia desperdiçou mais uma oportunidade e permitiu que Jorge Martín ampliasse consideravelmente a vantagem no Mundial de Pilotos
Francesco Bagnaia foi o grande derrotado do GP da Emília-Romanha deste domingo (22). Ainda que Jorge Martín tenha sido batido por Enea Bastianini com uma manobra polêmica na última volta, o italiano sentiu o sabor do fracasso em muito mais do que apenas uma garfada.
Campeão vigente, Pecco foi agraciado com um erro clamoroso de Martín no GP de San Marino e da Rivera de Rimini, o que o permitiu cortar para sete pontos a diferença entre os dois no Mundial de Pilotos. De volta à Misano, onde corre basicamente no quintal de casa, o #1 começou fazendo a lição de casa: fez a pole e venceu a sprint, o que o colocou a só quatro pontos do piloto da Pramac.
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No domingo, porém, o cenário mudou. Como já tinha acontecido no sábado, Bagnaia não largou bem, mas, desta vez, até que conseguiu reagir rápido, recuperando a ponta. Pouco depois, entretanto, o irmão de Carola e Filippo perdeu não só a liderança, mas também foi superado por Bastianini e acabou isolado na terceira colocação.
Na metade final da disputa, um momento decisivo: Bagnaia caiu no fim da reta oposta, jogando fora os 16 pontos do terceiro lugar e, assim, vendo Martín abrir 24 de margem na luta pelo primeiro título do Mundial de Pilotos da carreira na MotoGP.

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Com os GPs de Indonésia, Japão, Austrália, Tailândia, Malásia e Comunidade Valenciana ainda pela frente, restam 222 pontos em disputa e, assim, a briga pela taça segue amplamente aberta. Mesmo assim, a queda em Misano facilita a vida do piloto da Pramac, que ganha margem não só na tabela, mas também para errar.
Ao fim da corrida, em poucas palavras, Bagnaia explicou que o lance da queda foi estranho e reportou problemas de desempenho com o pneu traseiro.
“Nas primeiras 15 voltas, aconteceu uma coisa nova: o pneu traseiro não estava funcionando”, disse um irônico Bagnaia à emissora italiana Sky Sport. “Eu caí mesmo estando reto, só tinha 32° de inclinação. É estranho, às vezes acontecem coisas fora do nosso controle. Foi uma ótima oportunidade perdida”, completou.
Martín, por sua vez, saiu com uma sensação mista. Ao mesmo tempo em que sabe que conquistou um resultado importante, o espanhol entende que poderia ter vencido. O #89 também não gostou nada da ultrapassagem que assegurou o triunfo de Bastianini.
“Foi uma corrida muito boa e muito dura”, disse Martín. “No início, me custou ultrapassar Pecco. Depois, vi que eu era mais rápido e disse a mim mesmo: ‘Vai, vai com tudo’. Sentia confiança no ritmo, tentei mantê-lo constante e vi que Enea ia chegando”, seguiu.
“No fim, tratei de fechar os espaços para Enea. Acho que a manobra talvez tenha sido um pouco demais, me colocou para fora da pista e eu não pude devolver. Depois, fiz alguns gestos, pois estava um pouco quente. Acho que fui o mais forte e que eu merecia a vitória, mas as coisas são assim. Vou tentar de novo na próxima”, disse o espanhol ao fim da corrida.
Depois, ao serviço de streaming DAZN, Martín voltou a falar do lance com Bastianini e insistiu que não ficou satisfeito com a própria reação.
“O que eu acho ou deixo de achar, dá na mesma. Ou seja, não dá em nada, só na segunda posição”, falou. “Acho que eu era mais forte hoje. Obviamente, Enea merece a vitória, esteve ali até o final. Mas, depois de liderar tantas voltas e ser tirado da pista, não é o que eu esperava. Mas é o que é. Não tem muito mais para falar”, acrescentou.
“Obviamente, não estou contente com a ultrapassagem de Enea, mas não gostei da forma como eu reagi. Aquela banana não cabia”, assumiu. “Peço perdão pelo meu gesto em um momento em que eu estava um pouco nervoso, mesmo que eu siga achando que não foi uma ultrapassagem justa”, insistiu.
Mesmo assim, Jorge falou em manter a cabeça fria, já que o resultado geral pendeu muito mais a favor dele.
“Tenho de ser objetivo, ter a cabeça fria e ver que cheguei com sete pontos e saio com 24. Junto com Pecco, acho que fui o mais forte do fim de semana”, comentou. “Obviamente, tinha gana de ganhar. Me dói não ter conseguido. Mas o importante é que liderei 26 voltas, que fiz uma grande largada e que o ritmo foi muito bom. Agora vamos ver se podemos melhorar. Sempre é possível e vi coisas em que podemos dar um passo”, avisou.
“Estou ansioso pelo giro [asiático], são pistas de que eu gosto, especialmente a da Indonésia, onde ganhei a sprint do ano passado”, encerrou.
A MotoGP volta na próxima semana com o GP da Indonésia, em Mandalika, para a 15ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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