Alonso vê F1 “menos estressante” e exalta tecnologias: “Permitem correr mais tempo”

Fernando Alonso comparou as diferentes épocas em que competiu na Fórmula 1 e ainda mostrou otimismo com o futuro na Aston Martin a partir de 2026

Neste fim de semana, no GP da Cidade do México, Fernando Alonso alcança a marca histórica de 400 corridas disputadas na Fórmula 1, tornando-se o primeiro piloto a atingir tal feito. Mas se engana quem acredita que o espanhol está pensando em aposentadoria. Em um vídeo divulgado pela Aston Martin, o veterano de 43 anos falou sobre os planos para o futuro e ainda explicou como os avanços tecnológicos na classe rainha ajudam a ter uma carreira mais longeva no esporte.

“É bom atingir esse objetivo. Obviamente, vencer campeonatos e corridas é o que mais importa para nós, pilotos, mas, ao mesmo tempo, este recorde demonstra o meu amor pela F1 e também o comprometimento que tive para desempenhar em um nível tão elevado durante mais de 20 anos”, começou Alonso.

“Nesse período, eu me tornei campeão mundial e tive experiências incríveis correndo contra alguns dos melhores do mundo e nos mais belos circuitos. Não acredito que completarei mais 400 GPs, mas espero ter pelo menos mais 40 ou 50 corridas para fazer nos próximos dois anos. Adoro a F1. Gosto de competir e me esforçar para encontrar o melhor de mim todos os dias. Estou sempre em busca daquele 1% extra para continuar melhorando”, prosseguiu.

No início de abril, em meio ao caos na Red Bull e aos rumores de que o asturiano poderia ser escolhido para substituir Sergio Pérez e ocupar o assento ao lado de Max Verstappen em 2025, Fernando decidiu apostar no projeto apresentado por Lawrence Stroll e surpreendeu ao anunciar a renovação do contrato com o time inglês por mais alguns anos. Além dos investimentos em infraestrutura, Adrian Newey acabou se tornando um ‘bônus’ inesperado.

Fernando Alonso explicou como a ‘era moderna’ da F1 ajuda na longevidade dos pilotos (Foto: Aston Martin)

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“Quero fazer mais neste esporte e o projeto que temos na Aston Martin é emocionante. Temos uma nova era chegando em 2026, com um novo regulamento, e isso nos apresentará novas oportunidades ao lado de parceiros como a Honda e pessoas como Adrian Newey”, celebrou. Alonso ainda explicou que continuar competindo após os 40 anos de idade não é mais tão difícil assim, já que os avanços na F1 tornaram a vida dos pilotos um pouco mais fácil comparado ao que era no passado.

“Acho que a F1 moderna é mais fácil para o corpo do que as épocas anteriores, e isso permite correr mais tempo. O desafio físico ainda é enorme, mas a tecnologia da F1 mudou e os carros estão um pouco mais amigáveis ​​com o piloto. O conforto dos assentos, os dispositivos de segurança, os capacetes, etc. Tudo evoluiu para melhor”, observou.

“O ritmo de corrida também é menos estressante do que no passado, visto que hoje os carros largam com o tanque cheio e temos de economizar pneus e energia durante a corrida. Portanto, durante a maior parte do tempo, não estamos competindo no desempenho máximo. O único momento em que realmente somo mais exigidos fisicamente é na classificação, mas é muito breve. Portanto, não tenho problemas em acompanhar os jovens em termos de condição física”, finalizou Alonso.

Fórmula 1 volta de 25 a 27 de outubro com o GP da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez.

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