Magnussen se espanta com ataque a Verstappen no México: “Achei que era Pérez”
Kevin Magnussen tem feito bom proveito do melhor momento da Haas na temporada 2024. Após as atualizações introduzidas no carro nos EUA, o dinamarquês encontrou a confiança que faltava e, no GP da Cidade do México, chegou a impor um ritmo melhor até do que o de Max Verstappen, que se recuperava de punição. A performance o impressionou de tal forma que brincou: "Por alguma razão, achei que fosse Sergio Pérez..."
Kevin Magnussen falou o quão importante tem sido a atual fase da Haas na temporada 2024 da Fórmula 1. Embora tenha enfrentado um começo de campeonato dos mais difíceis, especialmente diante da transição de chefia após a saída de Guenther Steiner e a chegada de Ayao Komatsu, a equipe americano passou por uma transformação. As atualizações se tornaram mais frequentes e, pouco a pouco, o carro tem apresentado melhor performance. Inicialmente Nico Hülkenberg comandou o time, com boas atuações, principalmente em classificação, mas agora Magnussen também tem sido capaz de entregar mais.
A evolução do carro preto e branco ainda acompanhou a ascensão da Ferrari, grande parceira técnica na Fórmula 1 e que também focou no gerenciamento dos pneus. Claramente à frente de Sauber, Alpine e Williams, a Haas cresceu com resultados muito próximos dos pontos. Hülkenberg — que pontuou em seis de 18 corridas — terminou em 11º em sete oportunidades até o GP dos EUA, quando um pacote robusto de novidades foi introduzido ao VF-24. A partir daí, não só o alemão, mas principalmente Kevin passou a exibir desempenho mais expressivo.
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Em Austin, depois de classificar em oitavo e à frente do companheiro de garagem, terminou a prova americana em 11º. Já na Cidade do México, o dinamarquês de novo foi melhor na decisão do grid e largou em sétimo. No dia seguinte, Magnussen fez uma segunda parte de corrida consistente, andando, inclusive, melhor que Max Verstappen, que se recuperava de uma punição.
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O feito causou espanto. “Fiquei surpreso, sim, mas por alguma razão eu achei que fosse o Pérez… Mas, com certeza, foi um stint muito rápido”, disse o piloto do carro #20, arrancando risadas dos jornalistas presentes na coletiva da equipe em Interlagos.
E questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre a fase da Haas, Kevin reconheceu que se sentiu mais confortável com o carro nas duas últimas provas, mas que, o forte resultado no Hermanos Rodríguez, teve mais a ver com os problemas enfrentados pelas equipes de ponta. “As corridas em Austin e México foram muito boas”, disse Kevin. “Nico e eu fomos capazes de marcar pontos nas duas provas. Resultados fortes, sem dúvida. Aconteceu também porque os caras da frente tiveram problemas, (Sergio) Pérez e (Oscar) Piastri. Então, é muito importante capitalizar em cima dessas oportunidades. Em uma corrida normal, seriam talvez um ou dois pontos. Neste caso, somamos oitos pontos como equipe, e isso é grande para a gente”, acrescentou.
De fato, é um passo importante. Neste momento, a Haas é a sexta colocada do Mundial de Construtores, com 46 pontos, dez a mais que a RB, antiga rival.
A Fórmula 1 segue neste fim de semana, entre os dias 1 e 3 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira do calendário. O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ com os repórteres Evelyn Guimarães, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty, Luana Marino e Pedro Henrique Marum, além do fotógrafo Rodrigo Berton.
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