Aston Martin destaca “líderes experientes” e explica mudanças estruturais na F1

CEO da Aston Martin, Andy Cowell abordou o processo de desenvolvimento da equipe na Fórmula 1 e falou sobre a importância de cada um dos profissionais que foram contratados nos últimos meses

Após assumir recentemente o cargo de CEO na Aston Martin, Andy Cowell falou das mudanças estruturais pelas quais a equipe de Lawrence Stroll vem atravessando nos últimos meses. Embora cada um dos profissionais contratados já possua certa experiência na Fórmula 1, o britânico deixou claro que a organização atual é “bastante jovem” e, por isso, ainda há muito trabalho a ser feito.

Ao sonhar com a possibilidade de se tornar uma potência na categoria principal do automobilismo em um futuro próximo, o time de Silverstone foi ao mercado para fechar parcerias e atrair nomes de peso diretamente das rivais. Além do acordo de fornecimento de motores com a Honda para o novo regulamento, que entra em vigor em 2026, os esmeraldinos contrataram Adrian Newey, vindo da Red Bull, Enrico Cardile, que estava na Ferrari, e Eric Blandin, da Mercedes.

No meio do caminho, porém, aconteceram algumas saídas. Na última terça-feira (12), a Aston Martin anunciou uma importante mudança em sua estrutura organizacional e que já conta a partir deste mês de novembro. O antigo diretor-técnico Dan Fallows deixou o cargo, porém seguirá ligado ao grupo inglês. A equipe não confirmou oficialmente quem será o substituto, mas a emissora britânica BBC afirmou que é Bob Bell quem assumirá o posto interinamente.

Com algumas saídas e tantas chegadas, inclusive de profissionais que poderiam desempenhar funções similares dentro da organização, Cowell foi questionado sobre como a escuderia vem se ajustando para melhorar a colaboração entre os colegas de trabalho e criar um impulso na busca por resultados expressivos no curto e médio prazo. Com passado nas Flechas de Prata, o engenheiro começou citando a antiga casa.

Andy Cowell falou deixou claro processo pelo qual atravessa a Aston Martin (Foto: Reprodução/Motor.es)

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“Lembro-me da Mercedes reunindo um grupo de diretores-técnicos impressionantes e tudo funcionando bem na temporada 2014. Somos uma organização bastante jovem e, considerando desde os dias de Jordan, temos algumas décadas, mas a virada de chave para uma equipe que tem como objetivo estar na frente e operar com esse nível de instalações e recursos é algo novo”, explicou.

Embora a nomenclatura atual seja recente, de 2021, a Aston Martin, como equipe de F1, existe já há bastante tempo. Tudo começou em 1990, quando se chamava Jordan, e continuou ao longo dos 30 anos seguintes: chegou a ser Midland, Spyker, Force India e Racing Point.

“Seja montando nosso próprio túnel de vento e todas as instalações necessárias para isso, seja criando uma nova caixa de câmbio para a parte traseira da unidade de potência da Honda em 2026 ou fazendo com que as ferramentas de simulação sejam líderes na categoria, há muito trabalho a ser feito”, continuou.

“Se tivermos líderes experientes que possam assumir cada um desses grandes desafios e se concentrar neles, chegaremos ao objetivo mais rápido”, finalizou Cowell.

Fórmula 1 agora volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi.

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