CEO diz que “quase tudo estava errado” na McLaren em 2017: “Não havia estrutura”
Zak Brown, CEO da McLaren, detalhou com a equipe deu a volta por cima depois de terminar o Mundial de Construtores em nono lugar em 2017
A McLaren vive dias de alta na Fórmula 1 atualmente. Mesmo distante do título do Mundial de Pilotos, já que Max Verstappen está muito próximo do tetracampeonato, a equipe segue na liderança da tabela dos Construtores e tem 36 pontos de folga para a Ferrari, que vem em segundo. No entanto, há sete anos, o cenário era bem diferente, como relembra Zak Brown.
O CEO da McLaren disse em entrevista à revista alemã Auto Motor und Sport que, em 2017, a equipe “não tinha estrutura ou investimento” e que “quase tudo estava errado”. Naquela temporada, com Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne no volante, o time britânico atingiu um discreto nono lugar no Mundial de Construtores, com apenas 30 pontos somados.
Brown lembrou que a equipe tinha um túnel de vento e um simulador ultrapassados e problemas de gestão entre os proprietários. Ainda assim, com o poder de uma grande marca e a maximização dos funcionários, a McLaren conseguiu se reconstruir, como detalha o dirigente americano.
“Quase tudo estava errado. Não havia estrutura ou investimento na equipe. O túnel de vento e o simulador eram peças de museu. Quase não tínhamos patrocinadores, apenas 10% do que temos hoje. Isso resultou na pior campanha da história da equipe. Tínhamos funcionários insatisfeitos que não tinham liderança, um carro que não funcionava e, ainda por cima, uma disputa entre os proprietários”, relembrou.

“Se tinha um problema no andar de cima, se espalhava para todos os andares de baixo. No entanto, tínhamos duas coisas: uma grande história como marca e ótimas pessoas que não conseguiam ter um desempenho ao seu nível, porque ninguém lhes dava orientação”, continuou.
Brown também contou à publicação como foi o processo de reconstrução da equipe na Fórmula 1. O CEO afirma que o primeiro passo foi acertar a situação comercial do time para gerar mais dinheiro e investir em tecnologias para melhorar o desempenho do carro.
“A primeira tarefa foi melhorar a situação comercial. Tentei vender nossa visão com base na história da equipe. O dinheiro foi investido diretamente em tecnologia, porque só isso poderia nos tornar mais rápidos. Essa foi a maneira mais rápida de renovar a equipe. Na próxima etapa, contratamos novos diretores para todas as áreas. Com os novos gestores, queríamos despertar as qualidades dos colaboradores. Das 1000 pessoas que tínhamos, apenas 50 eram parte do problema. Sabia que poderíamos contar com os outros 950”, explicou.
“Isso resultou na liderança do Mundial de Construtores e nos tornou uma das equipes mais populares entre os fãs. Temos os melhores patrocinadores do mundo nos carros e podemos contar com uma equipe altamente motivada e dois dos melhores pilotos. A coisa toda dá à equipe muita energia e impulso”, finalizou.

De momento, a McLaren tem 593 pontos e é líder do Mundial de Construtores, enquanto a Ferrari (557) vem em segundo e a Red Bull (544) em terceiro. Entre os pilotos, porém, Verstappen (393) tem uma vantagem de 62 tentos para Lando Norris (331) e pode garantir o título já na próxima etapa.
Agora, a Fórmula 1 retorna neste fim de semana, entre os dias 21 e 24 de novembro, para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos.
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