Toyota admite que “se move em direção à F1”, mas prega: “Não podemos pular etapas”
Masaya Kaji, diretor de automobilismo global da Toyota Gazoo Racing, falou sobre a possibilidade de a marca japonesa voltar a ter uma equipe na Fórmula 1
A Toyota voltou para a Fórmula 1 em 2024 através de uma parceria técnica com a Haas, mas aos poucos está “se movendo em direção” a um retorno à categoria com uma equipe própria. Quem confirmou isso foi Masaya Kaji, diretor de automobilismo global da Toyota Gazoo Racing.
A Toyota tentou se aventurar na Fórmula 1 entre 2002 e 2009, mas apesar de ter despejado rios de dinheiro no projeto, a equipe nunca conseguiu resultados satisfatórios. Ao longo das oito temporadas, o time teve 13 pódios, três pole-positions e nunca venceu. A melhor campanha no Mundial de Construtores foi em 2005, quando ficou com a quarta posição.
Em 2010, a Toyota decidiu deixar a F1, mas voltou a dar as caras no ano passado, quando firmou uma parceria técnica com a Haas. Inicialmente, o casamento tinha como objetivo trocar conhecimento técnico e firmar alianças comerciais. Porém, os japoneses parecem estar inclinados a retornar ao esporte com uma equipe própria.
“Estamos estudando as tecnologias atuais e as de 2026. Sinto que estamos gradualmente nos movendo nessa direção, mas não estamos no ponto de direcionar todos os nossos recursos para um retorno à F1. Mas o que acontece depois de 2030 ainda é incerto. Estamos trabalhando em várias novas tecnologias, então ainda precisamos ver se nosso objetivo se alinha com a F1”, destacou Kaji.

Além da possibilidade de ter a própria equipe, a Toyota tem como objetivo fazer seus pilotos de desenvolvimento chegarem à F1. Além de Ryo Hirakawa, que corre pelos japoneses no Mundial de Endurance e hoje é reserva da Alpine na F1, Ritomo Miyata, que vai disputar a F2 em 2025 com a ART, também é apoiado pelo programa de pilotos da Toyota.
“Se tivéssemos nossa própria equipe, poderíamos escolher quais pilotos colocar no carro. Nesse sentido, isso realmente nos deixaria mais perto de colocar nossos pilotos na F1. Mas, realisticamente, temos de avaliar quanto dinheiro e quantos membros da equipe seriam necessários para fazer isso acontecer”, seguiu Kaji.
“É por isso que não acho que estamos no estágio de dizer: ‘Vamos começar um time imediatamente’. Por enquanto, o importante é construir parcerias, como com a Haas, e trabalhar com vários times. Não estamos em um estágio de pular etapas, precisamos focar no agora”, finalizou o diretor de automobilismo global da Toyota Gazoo Racing.
A Fórmula 1 está oficialmente de férias. A próxima atividade é exatamente a sessão de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, entre os dias 14 e 16 de março.
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