R$ 2,6 bilhões divididos entre as 10 equipes: a bolada desembolsada pela Cadillac na F1
Como vai ingressar no grid da Fórmula 1 apenas na temporada 2026, a General Motors teve de se adequar ao novo valor de taxa antidiluição estipulado pelo Pacto de Concórdia para os próximos cinco anos
Além de todos os altos investimentos que foram feitos em infraestrutura e na contratação de profissionais do mais alto calibre para compor o corpo técnico, a General Motors ainda teve de desembolsar US$ 450 milhões (R$ 2,61 bilhões, na cotação do dia) para garantir a posição de 11ª equipe no grid da Fórmula 1 a partir da temporada 2026. A informação foi divulgada pelo portal neerlandês RacingNews365, nesta sexta-feira (14).
Desde 2021, quando todos os participantes da categoria assinaram o Pacto de Concórdia, ficou definido que qualquer parte interessada em ingressar no campeonato teria, então, de pagar US$ 200 milhões (R$ 1,16 bilhão) para os times existentes como forma de compensação pela perda do prêmio em dinheiro — já que o total não seria mais dividido por 10, mas, sim, por 11. No entanto, algumas escuderias alegavam que esse valor, conhecido como taxa antidiluição, era muito baixo.
Como resultado, as equipes decidiram se reunir com a Formula One Management (FOM) para discutir um novo acordo, que seria válido para os próximos cinco anos, começando em 2026 — exatamente a temporada em que a Cadillac passa a estar presente no grid de largada. E, de acordo com o RN365, fontes no paddock da F1 em Melbourne, palco do GP da Austrália deste fim de semana, revelaram que o novo montante já está definido: US$ 450 milhões.
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Vale lembrar que a estrutura da Cadillac é a mesma que a Andretti preparou ao longo de todos esse anos. Liderados por Michael Andretti, o time norte-americano iniciou uma jornada rumo à F1, que nunca foi aprovada. A categoria, entretanto, sempre deixou uma porta aberta para que a montadora estivesse no grid no futuro.
Os principais marcos da Andretti nessa jornada foram: firmar a parceria com a Cadillac; criar uma nova fábrica nos arredores de Indianápolis; montar uma sub-sede em Silverstone; e contratar Pat Symonds para a parte técnica. Ainda assim, o time sempre recebeu o ‘não’.
No final de setembro do último ano, a Andretti mudou de mãos. Michael, que alegou querer disfrutar a vida, deixou o posto de CEO da estrutura. Investidor de longa data dentro da equipe, Daniel Towriss assumiu o cargo e acelerou o processo para estar na classe rainha. O passo seguinte foi mudar o nome do projeto: saiu a nomenclatura Andretti, dando protagonismo à Cadillac. Foi mais um movimento para receber o aval para estar no grid em 2026, o que foi consumado no início deste mês.
A Fórmula 1 abre a temporada 2025 entre os dias 13 e 16 de março, no GP da Austrália, em Melbourne. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL. Nesta sexta-feira (14), os horários se repetem com o TL3 realizado às 22h30 (de Brasília, GMT-3), enquanto a classificação define o grid de largada começando às 2h do sábado (15). Por fim, a largada está marcada para a 1h do domingo (16). Tanto classificação quanto corrida terão transmissão do GP em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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