Piastri sacode público de casa e lidera TL3 do GP da Austrália. Bortoleto é 11º

O último treino livre do GP da Austrália seguiu as condições, tanto climáticas quanto de uso como pré-temporada, dos dois primeiros. Com todos apertando as simulações de classificação, Oscar Piastri liderou

É o fim da pré-temporada! Os pilotos avisaram ao longo da semana que abordariam os treinos livres do GP da Austrália como extensão dos testes coletivos, tão curtos. Com movimento amplo na pista ao longo dos 60 minutos de atividade, foi dia para todo mundo apertar passo também em simulações de classificação. E quem levou a melhor foi Oscar Piastri.

Australiano, Piastri ajudou a animar o público de casa com um compatriota na dianteira e reforçou o poderio que a McLaren tem ao menos para a primeira porção da temporada. Não à toa chegou em 2025 com ares de favorita.

Além de Piastri, apenas mais um piloto baixou da casa de 1min16s: George Russell. Depois dos apontamentos de que a Mercedes tem dificuldade em ritmo de classificação, o inglês ao menos conseguiu indicar que o carro é competitivo e ficou com a segunda colocação.

Max Verstappen foi o terceiro, seguido por Charles Leclerc e Andrea Kimi Antonelli antes da dupla Carlos Sainz e Alexander Albon, numa Williams que impressionou tanto de pneus duros quanto de macios. Lewis Hamilton, Yuki Tsunoda e Lando Norris fecharam o top-10.

Oscar Piastri é a Austrália no GP da Austrália (Foto: Mclaren)

Gabriel Bortoleto teve desempenho animador e fechou na 11ª colocação, 0s786 atrás de Piastri e cerca de 0s350 mais veloz que o companheiro de equipe, Nico Hülkenberg.

A atividade voltou a contar com uma bandeira vermelha – após as três interrupções do TL1. Foi novamente Oliver Bearman, que bateu no primeiro treino e nem participou do segundo. Ao tentar sair cedo para acumular quilometragem, errou na mesma curva 11 de ontem, rodou e ficou preso na brita após somente três minutos de treino. Um desastre para a preparação da Haas.

Situação ruim também para Liam Lawson, que não conseguiu registrar volta rápida após sofrer problema logo nos primeiros movimentos. O neozelandês avisou que tinha perda de potência, foi chamado aos boxes e não retornou à pista. A Red Bull seguiu mexendo no assoalho do carro após desmontar a dianteira toda por um longo período.

Fórmula 1 abre a temporada 2025 entre os dias 13 e 16 de março, no GP da Austrália, em Melbourne. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL. Logo mais, já na madrugada do sábado (15), a classificação define o grid de largada a partir das 2h (de Brasília, GMT-3). Por fim, a largada está marcada para a 1h do domingo (16). Tanto classificação quanto corrida terão transmissão do GP em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.

George Russell foi o segundo mais veloz do TL3 (Foto: AFP)

Confira como foi o TL3 do GP da Austrália

Após a poeira sair dos carros para a retomada da Fórmula 1, as condições climáticas para o terceiro treino livre do fim de semana eram semelhantes aos dois primeiros. A temperatura era mais alta, 29°C e, com o sol sobre o asfalto, levava o chão a 43°C. Era a condição para o ensaio geral visando a classificação de horas mais tarde.

O treino ainda era tratado pelos pilotos como último trecho dos testes de pré-temporada, mas para um piloto significava ainda mais: Oliver Bearman. Por conta do acidente no TL1, sequer andou na segunda atividade da sexta-feira e viu a equipe ter de mudar componentes do motor e o câmbio. Como a Haas não fez simulações de classificação na pré-temporada e ele próprio não fez uma simulação de corrida em Melbourne, teria uma série de coisas a ensaiar nos 60 minutos.

Por isso e sem surpresa alguma, o novato se preparou para sair do pit-lane assim que a luz verde apontasse, e assim foi. Mas a situação certamente não saiu como esperava. Ou como podia ser para alguém com tão pouca experiência. Enquanto outros pilotos apenas saíam dos boxes, com menos de 3min de atividade, Bearman rodou após tocar a grama entre as curvas 10 e 11 e ficou preso na brita. Fim de treino, de novo, para ele. E bandeira vermelha.

Oliver Bearman errou a curva 11 de Melbourne de novo! (Vídeo: reprodução/Fox Sports/F1 TV)

Apenas 8min depois é que a pista foi liberada para retomada da atividade. O que se viu foi gente saindo imediatamente de pneus macios. Jack Doohan foi o primeiro a virar volta cronometrada, logo recebendo a companhia de Esteban Ocon e Max Verstappen. Carlos Sainz, por sua vez, preferiu andar com os pneus duros.

Mais problemas à vista na Red Bull. Liam Lawson fazia volta de instalação quando relatou no rádio que estava sem potência. Ao questionar se era algo importante, recebeu abrupta resposta. “Só volta para os boxes”, a ordem. Lawson e Verstappen estavam com asas dianteiras diferentes ao longo dos treinos, algo decidido para entender a diferença e prós e contras das especificações. Não estava claro se isso era a questão de Liam, mas Verstappen seguia na pista.

Sem fortes emoções ou voltas tão velozes assim apesar dos pneus macios aparecendo com abundância, Oscar Piastri colocava a McLaren em vantagem após cerca de 25 minutos de atividades. A volta era 1min17s298, nem perto do 1min16s439 de Charles Leclerc no segundo treino livre. Lewis Hamilton, inclusive, virava o terceiro tempo da sessão, atrás de Piastri e Verstappen e melhor que Leclerc.

Os pneus duros surgiam com a mesma frequência que os macios perto da metade da atividade, apenas os médios, tão usados ontem, é que não apareciam. A Mercedes foi a única equipe a acumular quilometragem representativa nos pneus duros na sexta-feira, e agora as outras tentavam alcançar. Era o caso da Williams, Alpine – com Pierre Gasly -, Aston Martin e Racing Bulls.

Lewis Hamilton vai para a primeira classificação do ano (Foto: AFP)

A Mercedes, inclusive, precisava de mais tempo com os pneus macios e assim resolveu fazer. Andrea Kimi Antonelli virou 1min16s801 e chegou a liderar por um instante antes de Verstappen marcar 1min16s646 e tomar a dianteira. Logo em seguida, avisou ao time que o carro estava “meio solto”.

Doohan quase foi para a brita na curva três após pegar tráfego de um carro da Mercedes. Precisou travar os pneus até o fim. Enquanto isso, Gasly também visitou o gramado com a Alpine. E Sainz, na Williams, deu triscada de leve no muro. Por falar na Williams, o time inglês voava com pneus duros. Alexander Albon subiu ao segundo posto e recebeu a companhia de Sainz com menos de meio treino pela frente. Mesmo que as equipes principais seguissem de pneus macios e menos combustível, melhorando as voltas imediatamente, ainda era impressionante.

Com 25 minutos pela frente, Verstappen tinha Leclerc e Hamilton logo atrás, seguidos por Albon e Sainz. Antonelli, Piastri, Yuki Tsunoda, Lando Norris e Nico Hülkenberg fechavam o top-10. Gabriel Bortoleto era 12º, grudado no companheiro de equipe.

O próximo a apertar o passo foi George Russell, que resolveu mostrar ritmo para dançar na festa ao cravar a melhor volta do fim de semana até então: 1min16s402.

Alexander Albon e a Williams continuavam a impressionar (Foto: AFP)

Se um pouco antes Hamilton teve de desistir de boa volta rápida no meio, sem motivação clara, depois foi Norris quem perdeu tentativa de se lançar entre os primeiros ao tocar a brita. E mesmo assim ascendeu ao segundo posto, 0s165 atrás de Russell. Não que fosse notícia nova para alguém, mas a McLaren é rápida.

Atualização da Red Bull era que Lawson já estava fora do carro, sem macacão ou capacete, enquanto a os mecânicos trabalhavam num carro suspenso sem bico ou asa dianteira, provavelmente no assoalho. Com cerca de 15 minutos no relógio, era improvável que o jovem fosse capaz de retomar os trabalhos de pista.

E a Williams? Resolveu colocar pneus macios pela primeira vez após Sainz reclamar do ritmo de sexta-feira com eles e novamente pulou para as posições dois e três por alguns momentos. O carro começava a se mostrar mais veloz que o imaginado.

Imune aos problemas que afetaram Lawson, Verstappen voltava à liderança quando o relógio mostrava 13 minutos para o fim, graças a um giro de 1min16s002. A mira já estava nos tempos na casa de 1min15s.

Gabriel Bortoleto aumentou o passo no TL3 (Foto: AFP)

E Bortoleto! O novato brasileiro entrou, pela primeira vez, no top-10 ao anotar 1min16s707. Em caminho contrário da Haas, a Sauber indicava, ao menos nos primeiros treinos livres da temporada, que o carro talvez não fosse tão mal nascido assim.

Era inevitável que o tempo caísse. Foi Piastri o responsável por fazê-lo ao virar 1min15s921 com menos de dez minutos pela frente. Russell logo se junto a ele na casa de 1min15s, mas não tão rápido quanto. E foi isso em termos de voltas rápidas. O último momento de registro foi breve escapada de Fernando Alonso, mas nada grave. Equipes agora miram a primeira classificação do ano.

F1 2025, GP da Austrália, Melbourne, TL3:

1O PIASTRIMcLaren Mercedes 1:15.921 16
2G RUSSELLMercedes 1:15.960+0.03917
3M VERSTAPPENRed Bull Honda 1:16.002+0.08118
4C LECLERCFerrari 1:16.188+0.26722
5A ANTONELLIMercedes 1:16.206+0.28520
6C SAINZWilliams Mercedes 1:16.252+0.33123
7A ALBONWilliams Mercedes 1:16.258+0.33721
8L HAMILTONFerrari 1:16.378+0.45721
9Y TSUNODARacing Bulls Honda 1:16.455+0.53417
10L NORRISMcLaren Mercedes 1:16.597+0.67620
11G BORTOLETOSauber Ferrari 1:16.707+0.78618
12P GASLYAlpine 1:16.719+0.79822
13I HADJARRacing Bulls Honda 1:16.732+0.81118
14L STROLLAston Martin Mercedes 1:16.948+1.02722
15J DOOHANAlpine 1:16.993+1.07218
16N HÜLKENBERGSauber Ferrari 1:17.146+1.22515
17F ALONSOAston Martin Mercedes 1:17.270+1.34922
18E OCONHaas Ferrari 1:17.373+1.45218
19O BEARMANHaas Ferrari 2
20L LAWSONRed Bull Honda 2

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