MotoGP mira manter 22 “melhores corridas” e diz: “Brasil não compete com Argentina”
CEO da Dorna Sports, Carmelo Ezpeleta não descartou a possibilidade de manter Argentina e Brasil no calendário da MotoGP. Contrato de Termas de Río Hondo termina em 2025
Diretor-executivo da Dorna Sports, a promotora do Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta não descartou a possibilidade de Argentina e Brasil coexistirem no calendário da MotoGP. Dirigente prometeu manter na programação as 22 melhores corridas.
Palco da segunda etapa da temporada 2025, Termas de Río Hondo tem contrato com a MotoGP apenas até 2025 e agora vive, também, sob a ameaça de uma eventual mudança da sede do GP da Argentina para Buenos Aires, já que o circuito passa por uma reforma para se adequar às exigências da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). O Brasil, por outro lado, assinou um acordo de cinco anos para ter o Mundial no Autódromo Internacional Ayrton Senna a partir de 2026.
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Na última segunda-feira (17), Ezpeleta esteve em Goiânia acompanhado não só da alta cúpula da MotoGP, mas também de Eric Granado, Diogo Moreira, Luca Marini e Franco Morbidelli, que fizeram uma demonstração com motos de rua para marcar o início da contagem regressiva até a corrida marcada para 29 de março. O dirigente se mostrou animado com o evento e destacou a importância do retorno do país ao campeonato.
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Ezpeleta deixou aberta a possibilidade de ter Argentina e Brasil juntos no calendário.

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“Hoje temos a Argentina, em 2026 o Brasil. Depois, veremos”, disse Carmelo. “Sempre falamos com todos os interessados e queremos… bem, Termas fez um trabalho extraordinário. O contrato deles acaba esse ano e vamos conversar”, seguiu.
“Brasil não compete com a Argentina, e vice-versa. Queremos as 22 melhores corridas e faremos as 22 melhores”, frisou.
Questionado, então, se uma das quatro corridas na Espanha — Barcelona, Jerez, Aragão e Valência — pode ser retirada do calendário para acomodar duas etapas na América do Sul, o dirigente respondeu: “Não tem outro remédio. Se não podemos fazer mais de 22 e vamos fazer novas corridas, vamos ter de tirar alguma outra. Pode ser na Espanha ou outro lugar”.
Além da entrada da Hungria e do retorno de Brno, o calendário de 2025 trouxe como novidade um lançamento coletivo, que aconteceu em Bangcoc, na Tailândia, no início de fevereiro. Mas, apesar da boa recepção da volta ao Brasil, Ezpeleta considera que “é mais difícil” transferir a novidade para o território nacional.
“Fizemos o lançamento na Tailândia porque o Catar, que tem o direito em contrato conosco [de abrir o campeonato], não pôde fazer agora por conta do Ramadã”, explicou. “Ano que vem seguirá na Tailândia e depois voltaremos ao Catar”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre 28 e 30 de março, com o GP das Américas, em Austin, nos Estados Unidos, para a terceira etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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