Marc Márquez concorda em liberar teste para pilotos lesionados na MotoGP, “mas não agora”

Marc Márquez, que ficou lesionado entre 2020 e 2023, disse que gosta de ideia, mas reforçou que "cabe às equipes decidir" sobre a proposta apresentada pela Aprilia à MotoGP

Marc Márquez deu sua opinião sobre a proposta apresentada pela Aprilia à MotoGP e às equipes da classe rainha do Mundial de Motovelocidade para que seja aprovado que pilotos lesionados, como é o caso do campeão mundial Jorge Martín, façam um teste específico antes do retorno às pistas.

A ideia da equipe de Noale é que, após a recuperação de qualquer tipo de lesão, os pilotos do grid possam testar o equipamento antes de retornar à competição em um fim de semana de corrida oficial.

O depoimento de Márquez é particularmente importante, considerando o longo período de inatividade que ele enfrentou entre 2020 e 2023, devido a uma lesão no úmero do braço direito, que o obrigou a passar por quatro cirurgias.

“Pode ser uma boa mudança no regulamento, mas para o futuro. No momento, essa possibilidade não está nas regras. E cabe às equipes decidir”, disse o piloto da Ducati. “Quando voltei da lesão, essa regra não estava em vigor. Podemos considerar permitir que alguém que esteja lesionado há dois meses faça um teste. Mas apenas por um dia. Dois seriam demais”, completou o #93.

Marc Márquez (Foto: Ducati)

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Márquez considera o possível teste importante, mas destaca que é preciso passar mais tempo utilizando o equipamento para encontrar o melhor ritmo na MotoGP.

“É importante para o piloto saber se está apto para pilotar um equipamento da MotoGP, mas a diferença entre um dia e dois é mínima quando você está machucado. Para entrar no ritmo, você precisa pilotar mais e passar mais tempo na moto”, afirmou.

O chefe da Aprilia, Paolo Bonora, disse que a proposta representa é um reforço à segurança dos pilotos. Mas, é claro, vale lembrar que essa mudança beneficiaria a própria equipe, já que Martín poderia ganhar ritmo antes do retorno para a categoria, programado para o GP do Catar, entre 11 e 13 de abril.

Paolo Bonora (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“A proposta que fizemos à Dorna e aos fabricantes é aumentar a segurança. Já aconteceu muitas vezes antes da lesão de Jorge que, quando um piloto fica fora da MotoGP por tanto tempo, sem ter dado muitas voltas, ele volta na sexta-feira, despreparado e incapaz de continuar pelo resto do fim de semana”, disse o dirigente.

“O MotoGP é um campeonato muito único e poderoso. Os pneus são muito específicos e oferecem alto desempenho, mas preferimos fornecer mais garantias de segurança para todos, e achamos que é certo ter um piloto que ficou fora da pista por tantos fins de semana testando a moto. Nós propusemos isso, e agora estamos discutindo. Esperamos ter uma proposta o mais rápido possível”, completou.

MotoGP volta a acelerar entre 28 e 30 de março, com o GP das Américas, em Austin, nos Estados Unidos, para a terceira etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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