Norris diz que diretiva sobre asa traseira “não é para McLaren” e garante: “Mudamos nada”

A FIA resolveu endurecer o teste para medir a deformação da asa traseira de olho no mini-DRS, mas Lando Norris disse que a McLaren não precisou mexer em nada no MCL39

Lando Norris assegurou que a McLaren não vai precisar “mudar nada” na asa traseira do MCL39 para atender à nova diretiva da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que endureceu o teste de deformidade da peça por causa das suspeitas do uso persistente do mini-DRS por algumas equipes do grid da Fórmula 1. O líder do campeonato ainda afirmou que caso a mudança tivesse sido feita na Austrália, no último fim de semana, os papaias não teriam tido problemas.

A polêmica do mini-DRS começou ainda no ano passado, depois do GP do Azerbaijão, quando a Red Bull levantou acusações, ainda que informalmente, de que a asa traseira dos carros da McLaren teriam uma deflexão nas extremidades que causariam o mesmo efeito da asa móvel, só que em proporção menor. Ainda assim, tratava-se de um recurso que ajudava a aumentar a velocidade, sobretudo nas retas.

A FIA, então, emitiu diretiva reforçando que qualquer lacuna na asa traseira que não seja provocada pelo acionamento do DRS é proibida. Para fiscalizar se todas as equipes cumpririam a determinação, a entidade decidiu instalar câmeras extras nos carros para o GP da Austrália, abertura da F1 2025.

Só que nova diretriz foi emitida, agora reduzindo a tolerância de movimento da asa traseira de 2 mm para 0,5 mm já na China, podendo ser excedida em até 0,25 mm. A medição é feita por meio de teste com o carro parado. Nele, a peça recebe uma força vertical de 75 kg.

A asa traseira da McLaren durante os testes no Bahrein: flexionou além da conta? (Vídeo: reprodução/X)

Pouco antes de a FIA confirmar a avaliação mais rigorosa, a revista italiana AutoRacer divulgou que equipes de usaram o mini-DRS na Austrália (Ferrari, McLaren e Mercedes) tiveram um ganho médio de velocidade de 23 km/h. Norris, no entanto, afirmou que a nova diretiva não é direcionada ao time de Woking.

“Não precisamos mudar nada. A nossa [asa traseira] está ok”, declarou em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (20) em Xangai, que recebe o GP da China neste fim de semana. “Na verdade, a nossa provavelmente é boa demais e não estamos testando os limites o bastante”, acrescentou Norris.

“Se esta diretriz técnica fosse aplicada no último fim de semana, também estaríamos bem”, garantiu. “Não é direcionada a nós, parece que é direcionada a outras equipes, o que significa que vamos ter de forçar um pouco mais”, finalizou.

Fórmula 1 realiza o GP da China, em Xangai, entre os dias 21 e 23 de março, a primeira etapa da temporada 2025 com a corrida sprint. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação sprint, sprint, classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. Na sexta-feira (21), o único treino livre do fim de semana acontece à 0h30 (de Brasília, GMT-3). Depois, às 4h30, os pilotos definem o grid de largada da prova curta. No sábado (22), a largada da sprint está marcada para meia-noite, com a classificação às 4h. Por fim, no domingo (23), os pilotos disputam o GP da China às 4h. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.

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