McLaughlin celebra salto de motor híbrido e compara Indy com V8 Supercars

Scott McLaughlin subiu nível de resultados após chegada dos motores híbridos na Indy e indicou que peso extra contribuiu para isso

Desde a introdução dos motores híbridos na Indy, Scott McLaughlin obteve ainda mais destaque na Indy. Em dez corridas, conquistou duas vitórias, cinco pódios e quatro poles. O piloto da Penske tentou despistar sobre o segredo, mas apontou que o peso extra trouxe ao carro da Indy um comportamento mais parecido com um modelo da V8 Supercars.

McLaughlin foi pinçado por Roger Penske para correr na Indy após conseguir enorme sucesso na Austrália, onde conquistou a V8 Supercars em três vezes. O começo foi desafiador para o neozelandês, que foi criado para os carros de turismo, mas tem se encontrado no mundo dos monopostos. Em 68 corridas na Indy, tem sete vitórias — venceu em ovais, circuitos de rua e autódromo permanentes — e registrou 10 poles.

“Não sei [o que aconteceu para dar o salto com os motores híbridos]. Apenas encontrei com o Benny [Ben Bretzman, engenheiro de McLaughlin] um equilíbrio razoável, e eu piloto o mais rápido possível. Não tem sido tão ruim. Não achei tão bom nos testes em Sebring e Barber, mas fomos rápidos e anotei a pole em St. Pete. Então, não sei”, falou McLaughlin à revista norte-americana Racer.

“Certamente, estou curtindo o híbrido. Muito. Gosto da complexidade dele, descobrir os níveis ideais de energia, o que e como funciona, e o que isso interfere ao longo da volta”, completou.

Scott McLaughlin durante sua passagem pela Supercars (Foto: Reprodução/FOX)

McLaughlin admitiu que o peso extra dos motores híbridos — em torno de 48 kg — tirou um pouco da sensibilidade do carro, mas que não tem o hábito de reclamar: só quer saber de acelerar o mais rápido possível. Em contrapartida, indicou que o peso adicional e a complexidade de operar o sistema são mais comuns para ele do que para alguns adversários.

“O peso extra provavelmente me ajudou um pouco, pois estou mais acostumado a isso do que alguém que foi criado em competições de monoposto. Constantemente tenho de mudar configurações com os híbridos, o que estava acostumado no tempo de Supercars. Sempre tem de trocar ajustes no carro, a barra estabilizadora, mudar o equilíbrio do freio e isso acontece a cada curva. Coisas que estou mais confortável em fazer em um carro pesado do que os demais”, disse McLaughlin.

“O peso maior diminui a sensação do carro, mas tenho de fazê-lo andar rápido. Me lembra os tempos com Garry Rogers [ex-chefe de equipe do tempo de V8 Supercars]. Não podia reclamar muito. Ele dizia: ‘ok, mas você precisa achar algo e pilotar a porra do carro. Se você não for bem, coloco outro no lugar’. Então, as coisas são assim para mim”, encerrou.

Indy retorna neste fim de semana, entre os dias 21 e 23 de março, com o GP de Thermal, que acontece no circuito do Thermal Club, localizado na região de Palm Springs, na Califórnia. Todas as atividades, inclusive o TL1 desta sexta-feira (21), às 19h30 [de Brasília, GMT -3], com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA MAIS: Indy promete carro “mais leve e híbrido” para 2027. Mas trabalho “está no início”

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Indy direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!