Haas confirma atualizações no Japão, mas dosa expectativa: “Depende do tipo de circuito”

Chefe da Haas, Ayao Komatsu explicou que as características do circuito vão influenciar na performance do VF-25, como aconteceu em Xangai, no último fim de semana

Depois do ótimo resultado no GP da China, a Haas confirmou que vai levar para o Japão as primeiras atualizações para o VF-25, mas Ayao Komatsu dosou a expectativa para o resto da temporada. Ciente de que tem nas mãos um carro com um problema aerodinâmico de origem, afirmou que, no momento, os resultados virão de acordo com o tipo de pista em que a corrida acontecer.

Na China, por exemplo, alguns fatores foram determinantes para a boa performance de Esteban Ocon e Oliver Bearman, a começar pelo recapeamento da pista, que permitiu à Haas descer a altura do assoalho sem sofrer com quiques. Mesmo assim, o time precisou mudar a configuração do carro quase por completo entre a sprint e a classificação.

O trabalho deu certo, e Ocon conseguiu avançar ao Q2, alinhando em 11º no grid. Na corrida, outro fator foi a equipe ter optado por dividir a estratégia entre ele e Bearman, que partiu de pneus duros já no primeiro stint.

A Haas também priorizou o downforce na parte traseira para ter estabilidade nas curvas, mas acabou perdendo de 6 a 7 km/h de velocidade para as rivais diretas Williams e Racing Bulls, informou a versão italiana do Motorsport. Tudo isso, explicou Komatsu, é um problema de aerodinâmica que força a equipe a sacrificar certas áreas em prol de outras.

Oliver Bearman deu “tchau” para Liam Lawson ao ultrapassá-lo no GP da China (Vídeo: Reprodução/F1 TV/Fox Sports)

Mas apesar do contratempo, a estratégia funcionou bem, e a esquadra da Carolina do Norte conseguiu pontuar com os dois carros com a desclassificação da Ferrari.

Surpreso com a “reação incrível”, o chefe manteve o realismo. “Não tenho ilusões de que resolvemos o problema: não resolvemos”, cravou. “Portanto, em alguns circuitos, ainda teremos problemas, mas quando conseguirmos fazer o carro funcionar do jeito que queremos, graças também às características da pista, é isso que podemos fazer”, salientou.

“Para Suzuka, vamos tentar algumas mudanças no carro. Acreditamos que ele é muito sensível a esse problema, certamente não fizemos um bom trabalho durante o inverno. Passou batido. Você pode perguntar por que isso nos escapou, já que, na verdade, é um problema bem difícil, mas não é algo que pode ser visto no túnel de vento”, encerrou Komatsu.

Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.

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