Dono da Aston Martin decide vender parte na F1 e aumenta poder sobre montadora
Decisão foi motivada pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as importações de automóveis. A movimentação fará com que Lawrence Stroll passe a ter um terço do capital da Aston Martin
O presidente da Aston Martin, Lawrence Stroll, confirmou que vai vender a participação minoritária que a montadora britânica possui na equipe de Fórmula 1. O magnata canadense, contudo, afirmou que a decisão não terá “nenhum impacto sobre o acordo de patrocínio a longo prazo” da marca com o time, já que ele aumentará a atuação nos negócios.
A marca Aston Martin e a equipe, de mesmo nome, são instituições separadas, mas a icônica fabricante de carros de luxo detém uma participação minoritária estimada em £ 74 milhões (R$ 552 milhões, na cotação mais recente), além de um contrato de patrocínio com o time de F1.
Por conta das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as importações de automóveis e o consequente impacto nas vendas no mercado norte-americano, Stroll optou por se desfazer da parte que possui na principal categoria do automobilismo mundial. Espera-se, portanto, que a venda dessa participação, mais investimento adicional de £ 52,5 milhões (R$ 388 milhões), gere à empresa cerca de £ 125 milhões (R$ 932 milhões) líquidos.
Tal transação dará a Lawrence Stroll um terço do capital da Aston Martin. “Estou satisfeito em demonstrar claramente apoio e comprometimento inabaláveis com a Aston Martin. Desde 2020, parceiros do Yew Tree Consortium e eu investimos cerca de £ 600 milhões (R$ 4,4 bilhões) na empresa”, disse o empresário.

“Esse investimento proposto ressalta ainda mais minha convicção nessa marca extraordinária e meu compromisso de garantir que a Aston Martin tenha a plataforma mais sólida possível para criar valor a longo prazo e, ao mesmo tempo, reduzir a diluição do patrimônio por meio dessa assinatura premium, o que deve tranquilizar bastante os acionistas, já que novamente aumentarei minha participação de longo prazo na empresa”, acrescentou.
Em seguida, o pai de Lance Stroll detalhou como será a participação na Fórmula 1. “O investimento proposto hoje, com um preço superior ao preço de mercado, e a futura proposta de venda das ações da equipe de F1 da Aston Martin, de propriedade da Aston Martin, com um prêmio sobre o valor contábil, devem gerar uma liquidez adicional significativa para o Grupo de mais de £125 milhões”, continuou.
“Com um contrato de patrocínio de longo prazo que consolida o relacionamento existente entre a Aston Martin e a Aston Martin F1 Team, nossa marca continuará presente e competindo na elite do automobilismo por muitos anos”, encerrou Stroll.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.
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