Chefes apontam “direção clara” na Fórmula E e F1 presa a “experiência emotiva” com V10
Sylvain Filippi, Phil Charles e Roger Griffiths, chefes respectivamente de Envision, DS Penske (chefe-adjunto) e Andretti avaliaram as diferenças de caminho da Fórmula E para a F1 com o clamor pelos motores V10
A discussão sobre o possível retorno dos motores V10 na Fórmula 1 ganhou o noticiário nas últimas semanas fazendo com que FIA (Federação Internacional de Automobilismo), categoria, equipes, fabricantes de motor e pilotos se manifestassem. Apesar da possibilidade ser afastada para ao menos 2030, o desejo ainda existe. Por outro lado, a Fórmula E segue o caminho da eletrificação com os carros de quarta geração tendo diretrizes adiantadas e sem grandes dúvidas públicas. Chefes de equipe da categoria se manifestaram sobre as diferenças durante entrevista oficial em Miami, onde os carros elétricos correm no fim de semana.
A maior diferença entre as duas categorias é o fato da F1 olhar com tantas dúvidas para o que fará no futuro, enquanto a Fórmula E goza de tranquilidade invejável com relação aos planos de médio e longo prazo, sobretudo no que se refere às questões técnicas.
Sylvain Filippi, chefe da Envision, comemorou o fato das grandes categorias do cenário internacional atualmente estarem com exigências e interesses técnicos diferentes entre si.
“Uma coisa com a qual não temos problema é o mapa do que queremos fazer. A categoria é claríssima com onde estamos indo e o que queremos. Na F1, há mais uma pulga atrás da orelha com relação a qual tecnologia usar. Mas é empolgante que tenha vários tipos diferentes de abordagem nos esportes a motor”, opinou.

“Eles vão aprender com algumas coisas que desenvolvemos e, por outro lado, contam com recursos que nós não temos. Assim, vão fazer coisas com as quais nós é que vamos aprender. Essa é a beleza do esporte a motor, que é um mundo muito pequeno onde todo mundo desenvolve coisas distintas”, continuou.
“Vivi muito tempo na F1 e tive meus ouvidos rugindo pelo barulho dos motores”, falou Phil Charles, chefe-adjunto da DS Penske. “É o efeito da empolgação às vezes, mas definitivamente não é uma tecnologia que estamos perseguindo aqui. Temos algo bom acontecendo aqui, então a F1 pode fazer as escolhas dela: nós temos de continuar esgarçando limites”, pontuou.
“Como Phil, também passei anos na F1 e lembro bem de sentar no pódio com meus ouvidos zunindo de dor por conta do som dos motores V10”, adicionou Roger Griffiths, chefe da Andretti. Mas creio que seguimos em frente, e os V10 são uma experiência emotiva”, avaliou.
“Talvez as pessoas não saibam que existe um limite do qual longe a F1 pode chegar com a eletrificação. Somos o único campeonato no mundo que é 100% elétrico, então é algo para seguirmos fazendo. Está em nosso DNA. A tecnologia que temos hoje é diferente de todos os outros campeonatos que existem, então estou contente com onde estamos. Independente do que a F1 faça, é ótimo que sigamos em nossos caminho. Eles que decidam o que querem”, finalizou.
A Fórmula E acelera neste fim de semana, com o eP de Miami, em Homestead. Neste sábado (12), o treino livre 2 está agendado para a manhã, a partir das 8h15 (de Brasília, GMT-3), enquanto a classificação para a corrida acontece às 10h20. Por fim, a transmissão da corrida 1 começa a partir das 14h30. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista da temporada AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube.
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