Ferrari pede “mente aberta” em debate sobre regras de 2026: “Ver o que é melhor”
Enquanto Mercedes se colocou contra, o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, pediu que a proposta para mudanças no regulamento de 2026 seja encarada com "mente aberta" em prol da Fórmula 1
Enquanto Mercedes chamou a proposta para mudanças no regulamento de motores de 2026 de “piada”, a Ferrari pediu que o assunto seja encarado com “mente aberta” na próxima reunião da Comissão de F1. O chefe, Frédéric Vasseur, ainda afirmou que está aberto às discussões, pois é hora de se concentrar “no que é melhor para o futuro da Fórmula 1“.
A questão envolvendo possíveis alterações no regulamento técnico que passará a valer em 2026 surgiu por conta do temor das equipes de que as novas unidades de potência, com a parte elétrica ampliada, comprometam a performance dos carros. O medo é que os motores não consigam coletar energia bastante para permitir implantação suficiente da bateria.
Se isso acontecer, os pilotos podem, por exemplo, ficar sem energia em retas como no circuito de Monza, em que há dependência considerável da potência. O portal The Race, então, publicou que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vai recomendar que a proporção de 50% de motor de combustão interna e 50% de bateria seja mantida apenas para a classificação.
Para a corrida, a ideia é reduzir a potência elétrica de 350 kW para 200 kW — fazendo com que essa mesma relação passe a ser de 36% para as baterias e 64% para a combustão.

“A proposta veio [no sábado], mas não tive tempo de pensar sobre isso e discutir com o responsável pelo motor”, disse Vasseur à imprensa. “A verdade é que precisamos ter a mente aberta em relação à situação, pois é a primeira vez que temos uma mudança tão grande no regulamento, começando pelo motor e passando pelo chassi, e isso significa ter de revisar tudo”, salientou.
“A Comissão de F1 vai se reunir quinta-feira para debater isso, mas estou aberto ao diálogo porque precisamos nos concentrar no que é melhor para o futuro da F1”, encerrou o chefe da Ferrari.
Comandante da Red Bull, Christian Horner também já se manifestou favorável à mudança. “Não queremos ver os pilotos tendo de economizar energia na reta no meio da corrida. Isso estraga o espetáculo e deixa os pilotos nervosos”, declarou.
A Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
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