Aprilia culpa “zebra feita para F1” por queda de Martín que “poderia ter sido normal”

Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola avaliou que o acidente de Jorge Martín poderia ter sido uma “queda normal”, mas foi piorado pelas zebras de Lusail, que classificou como feita para carros

Diretor-executivo da Aprilia, Massimo Rivola avaliou que as zebras de Lusail interferiram na dinâmica do acidente de Jorge Martín no GP do Catar. Na visão do dirigente, o formato das zebras do circuito catari são resultado do compartilhamento da pista com a Fórmula 1.

No último dia 13, o atual campeão mundial caiu sozinho em Lusail, mas acabou atingido pela moto de Fabio Di Giannantonio, já que, ao invés de escorregar para a área de escape, o #1 escorregou pela zebra. Por conta do forte impacto que sofreu no peito, o piloto da Aprilia teve fraturas em 11 costelas e sofreu uma perfuração no pulmão, o que resultou em um quadro de hemopneumotórax — que é quando ar e sangue se acumulam na cavidade pleural.

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Martín passou dias na UTI do Hospital Geral de Hamad com um dreno para remover ar e sangue acumulados fora do pulmão. Além disso, o #1 também fez tratamento por conta das fortes dores resultantes das fraturas.

Martín deixou o hospital no último dia 20, mas tinha de permanecer no Catar esperando um quadro clínico mais estável. Agora, porém, a casa de Noale confirmou que o retorno à Espanha vai acontecer no sábado.

Jorge Martín caiu bem à frente de Fabio Di Giannantonio durante a corrida (Foto: Lukasz Swiderek/PSP)

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Na visão de Rivola, o layout da pista tem responsabilidade pelo desfecho da queda de Martín.

“Poderia ter sido uma queda normal, mas a zebra é feita para os carros, não para as motos”, disse Rivola. “Quando você corre na mesma pista da Fórmula 1, é difícil fugir muito”, comentou.

“No equilíbrio entre F1 e MotoGP, a F1 decide”, completou.

Em 2023, a F1 se queixou bastante das zebras de Lusail, já que as de formato pirâmide foram apontadas como causadoras de um problema com os pneus, com a separação da superfície da camada lateral com a carcaça. Na época, Mario Isola, diretor de automobilismo da Pirelli, isentou as zebras de responsabilidade, mas, depois, as peças foram modificadas.

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