Red Bull vê bonança à prova de crise e duvida de debandada: “Times ganham dinheiro na F1”

Helmut Marko garantiu que teto orçamentário tornou Fórmula 1 um negócio lucrativo e vê ambiente seguro para montadoras. Consultor da Red Bull comemorou chegada da Cadillac

Helmut Marko, consultor da Red Bull, acredita que a Fórmula 1 se consolidou como um modelo de negócios sustentável. Por isso, mesmo diante da crise econômica que atinge o setor automotivo na Europa, não há motivo para temer uma debandada de montadoras como Audi e Mercedes.

O consultor da Red Bull reforçou que as equipes atualmente lucram na F1. A expansão do interesse do público e a entrada de novos patrocinadores são fatores que impulsionam a saúde financeira. Isso mesmo que a compreensão no Velho Continente seja que o setor automotivo viva um período crítico por conta do arrocho das legislações ambientais, tecnologias de energia mais limpa ainda em estágio inicial e a crise energética aumentada pela guerra na Ucrânia.

“A situação econômica é incrivelmente difícil atualmente, mas o teto orçamentário transformou uma equipe de Fórmula 1 em um modelo de negócios rentável”, afirmou Marko ao jornal austríaco Kleine Zeitung. “A maioria dos times está ganhando dinheiro, e os patrocinadores vêm de setores completamente diferentes, não mais apenas da indústria automobilística”, explicou.

“A popularidade está aumentando e a proporção de mulheres entre os fãs também está crescendo. Há muito mais fãs da F1 do que datas livres no calendário”, acrescentou.

Audi ingressa no grid da F1 em 2026 (Foto: Audi)

Com a popularidade da categoria em alta, novas marcas e montadoras continuam buscando espaço na F1 — e a chegada da Cadillac, braço da GM, é um dos exemplos mais recentes. Para Marko, a entrada da tradicional marca americana representa mais um reflexo positivo do atual momento vivido pela principal categoria do automobilismo mundial.

“Quando um dos maiores fabricantes de automóveis do mundo entra na Fórmula 1 com uma marca tão tradicional, todos se beneficiam disso. Na minha juventude, o Cadillac era um carro dos sonhos. Agora, querem reconquistar espaço”, destacou.

A Cadillac estreará na Fórmula 1 em 2026, mas usará motores Ferrari nos primeiros anos, até que a GM conclua o desenvolvimento de sua própria unidade de potência para a temporada 2029.

“Eles também podem ser bem-sucedidos logo de cara, porque a GM tem participação na Ferrari. Vão começar usando motores Ferrari”, apontou.

Cadillac entrará na F1 em 2026 e correrá com motores da GM a partir de 2029 (Foto: Divulgação)

Por fim, o consultor austríaco levantou uma dúvida sobre o desafio logístico enfrentado pela nova operação da Cadillac, que dividirá suas bases entre a Inglaterra, onde ficará a sede da equipe, e os Estados Unidos, local de desenvolvimento dos motores.

“A única coisa interessante será como vão administrar essa fragmentação de operações — a fábrica de motores na Carolina do Norte e a sede da equipe na Inglaterra, de onde tudo será gerenciado”, concluiu.

Fórmula 1 retorna entre 2 e 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.

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