Mercedes vê tarifaço como “experimento socioeconômico” e detalha incertezas na F1
Toto Wolff, chefe da Mercedes, é mais um personagem do paddock a demonstrar preocupação com as altas tarifas estabelecidas pelo governo Trump, dos Estados Unidos
A política tarifária implementada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não afeta diretamente as equipes da Fórmula 1, mas já ligou um alerta em muitas delas que têm laços próximos com o país norte-americano. Um desses times de olho no cenário global é a Mercedes, como o próprio Toto Wolff explicou.
Na Arábia Saudita, o chefe da equipe prateada conversou com a imprensa e disse que anda observando os desdobramentos do tarifaço de Trump na economia global e chamou a política dos EUA de “experimento socioeconômico”. Além disso, já sente um certo pessimismo de alguns parceiros comerciais da Mercedes.
Mesmo assim, garantiu que o cenário não preocupa a Fórmula 1 de momento. Apesar de entender que a situação é bastante “dinâmica” e pode mudar a qualquer instante, Wolff ainda não se sente afetado pelo tarifaço.
“Minha formação é em finanças, e é por isso que estou prestando atenção nisso. O que está acontecendo em nível global é quase como um experimento socioeconômico. É até divertido ver o noticiário e tentar entender o que realmente está acontecendo”, afirmou.

“É possível perceber um sentimento negativo de alguns dos nossos parceiros nos Estados Unidos, porque não sabem o que isso significa para os negócios ou como as tarifas e a situação geopolítica vão impactar os negócios daqui para frente”, explicou Wolff.
“Ainda não fomos afetados. Temos um grupo de grandes parceiros na Mercedes que apoia 100% a Fórmula 1. É uma situação muito dinâmica em relação às tarifas automotivas”, concluiu.
A Haas Automation, dona da equipe homônima na Fórmula 1, também já se mostrou preocupada com o tarifaço e já sente as consequências da política de Trump. Ainda assim, representantes da marca garantem que o impacto ainda não afeta a escuderia.
“A Haas Automation está estudando o impacto total das tarifas em nossas operações. Nos últimos dias, vimos uma queda considerável na demanda por nossas máquinas-ferramentas de clientes nacionais e estrangeiros. Por precaução, a produção foi reduzida e cortamos as horas extras em nossa única fábrica em Oxnard, na Califórnia, onde trabalham 1.700 pessoas e operamos desde 1983. Também interrompemos as contratações e suspendemos novas vagas”, explicou a empresa em carta aberta.

Racing Bulls e Ferrari, que têm patrocinadores americanos nos próprios nomes, também comentaram o assunto e já assumiram que a situação pode ficar complicada no futuro, mesmo que entendam que o impacto na F1 ainda é mínimo.
A Fórmula 1 retorna entre 2 e 4 de maio justamente em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
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