Presidente da FIA indica teto de gastos como novo alvo na F1: “Não vejo sentido”

Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, lançou um novo campo de batalhas contra a Fórmula 1. O objeto da nova implicância é o teto orçamentário

A inserção do teto orçamentário na F1, anunciado ainda antes da pandemia, em 2019, hoje é tratado como ponto fundamental da estabilidade financeira atingido pelas equipes na era Liberty Media. Mas o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) escolheu partir para o primeiro ataque contra o modelo quase quatro anos após tomar posse como mandatário.

Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, lançou certa ira contra o teto orçamentário durante o fim de semana do GP de Miami de F1. Isso, porque é a divisão contábil e financeira da federação que tem como responsabilidade analisar todas as informações financeiras das equipes.

“Vejo o teto orçamentário e a verdade é que apenas dá uma dor de cabeça para a FIA. Qual o ponto dele?”, questionou. “Não vejo qual o sentido. Realmente não vejo”, concluiu.

Embora o teto tenha sido alvo do ataque — e raramente Sulayem fala apenas uma vez sobre algum assunto desde que se tornou a figura à frente do automobilismo mundial —, o assunto surgiu enquanto tratava de outra questão. No caso, a sugestão da McLaren de que equipes tenham de pagar uma quantia caso desejem protestar sobre algum aspecto do trabalho de uma rival.

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Sob Ben Sulayem, conflitos e confusões entre FIA e F1 não param (Foto: AFP)

“Você não pode simplesmente acusar alguém sem um protesto escrito, e, para esse protesto, é preciso pagar”, apontou Sulayem. Concordando, portanto, ao que havia dito Zak Brown, CEO da companhia inglesa.

O presidente da FIA até chegou a falar da quantia de US$ 50 mil — equivalente e R$ 272,7 mil na conversão mais recente — como possível preço para um protesto — valor que seria devolvido caso o motivo do protesto se prove acertado. O que disse avaliar é se esse valor deve contar para o teto orçamentário ou se seria algo à parte. Daí a conexão com as críticas ao teto.

Além das questões financeiras, o presidente da FIA ainda prometeu um esclarecimento nas alterações feitas na código de conduta dos pilotos no que diz respeito ao banimento dos palavrões. Mas garantiu que não vai retirar a proibição, apenas alterar alguns tópicos do regramento.

Fórmula 1 retorna na semana que vem, de 16 a 18 de maio, para o GP da Emília-Romanha, o primeiro da temporada 2025 na Europa.

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