Horner perde terreno em lado tailandês e começa a ver chefia na Red Bull ameaçada
De acordo com a revista italiana Autosprint, se as atualizações programadas para Ímola não surtirem o efeito desejado, Christian Horner entrará na berlinda no comando da Red Bull
O GP da Emília-Romanha pode representar o começo de uma mudança histórica nas garagens da Red Bull se as atualizações programadas para a etapa não surtirem o efeito desejado, e isso porque o chefe, Christian Horner, está perdendo o apoio interno que sempre teve da fatia tailandesa que controla as ações do grupo. A informação é da versão impressa da revista italiana Autosprint desta semana, que afirma ainda que o nome de Oliver Oakes surge como um dos possíveis substitutos do dirigente inglês na liderança da equipe.
O Grupo Red Bull tem 51% das ações nas mãos de Chalerm Yoovidhya, enquanto 49% delas são administradas por Mark Mateschitz, herdeiro do fundador Dietrich Mateschitz, amigo pessoal de Helmut Marko, o consultor dos taurinos. Essa guerra de poder ganhou os holofotes no início do ano passado, quando Horner — que sempre teve o suporte de Yoovidhya — foi acusado de “conduta inapropriada” por uma funcionária.
Na ocasião, a Red Bull conduziu uma investigação interna que terminou com o chefe inocentado e a funcionária afastada. Horner, aliás, só permaneceu no cargo porque contou com o bloqueio tailandês. Só que o caso expôs as ranhuras na estrutura, e, coincidência ou não, antecedeu um efeito dominó que culminou nas saídas do projetista Adrian Newey e do diretor-esportivo Jonathan Wheatley, figuras decisivas no sucesso recente com Max Verstappen.
O próprio Verstappen, aliás, tem futuro incerto, ainda que possua nas mãos um contrato até o fim de 2028. Na ocasião do Caso Horner e a exteriorização da guerra de poder entre ele e Marko, Max declarou publicamente lealdade ao consultor austríaco. A performance da Red Bull em pista, no entanto, é o que parece ser decisivo para mantê-lo na equipe, uma vez que, segundo a imprensa internacional, possui cláusulas contratuais condicionadas aos resultados.

Mas a Autosprint afirma que a permanência de Horner na chefia da Red Bull também passou a ter relação com o desempenho do RB21 no restante da temporada 2025. O time dos energéticos prepara um importante pacote de atualizações para Ímola, primeira corrida em solo europeu, mas se as mudanças pensadas não derem certo, Horner entrará na berlinda.
Outro ponto levantado pela publicação é o financeiro. Uma eventual saída de Christian significaria redução nas despesas gerais da Red Bull no setor esportivo. O texto afirma também que o nome de Oakes, atual chefe da Alpine, já circula nos bastidores. Ele tem história parecida com a de Horner por ter começado a carreira de chefe de equipe em categorias de base antes de assumir uma equipe de Fórmula 1 bem jovem (tem 37 anos).
E Oakes também foi especulado no ano passado quando Horner se viu em apuros durante a investigação. Ele representou a opção externa para a Red Bull frente às soluções caseiras — Pierre Waché e Wheatley.
A revista italiana fala que a saída para o atual dirigente, na chefia desde 2005, é a Red Bull conseguir uma virada de mesa com as novidades e voltar ao jogo contra a McLaren. Só que 2026 também é uma preocupação por causa do novo regulamento e o fato de a Red Bull ser a fabricante das próprias unidades de potência. É um cenário, portanto, ainda nebuloso, mas que tende a clarear a partir do próximo fim de semana.
A Fórmula 1 retorna na semana que vem, de 16 a 18 de maio, para o GP da Emília-Romanha, o primeiro da temporada 2025 na Europa.
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