McLaren estuda “transferir aspectos do carro atual” para 2026: “Há trabalho a ser feito”
Com o intuito de manter o atual domínio visto na Fórmula 1, Andrea Stella afirmou que a McLaren pretende aproveitar tudo o que for possível do atual carro para o de 2026. No entanto, por causa do novo regulamento, garantiu que não será um trabalho fácil
De acordo com Andrea Stella, chefe da McLaren, a equipe pretende levar alguns aspectos do dominante carro atual para a temporada 2026, quando o novo regulamento entra em vigor na Fórmula 1. No entanto, o dirigente deixou claro que essa não será uma tarefa fácil, já que as mudanças que estão para acontecer na categoria serão significativas.
No GP de Miami do último domingo (4), Oscar Piastri não tomou conhecimento de Max Verstappen, assumiu a liderança logo na primeira parte da corrida e cruzou a linha de chegada com uma vantagem de 37s644 sobre George Russell, da Mercedes, que ficou em terceiro. Segundo colocado, Lando Norris também imprimiu um ritmo forte para deixar o britânico do W16 #63 pouco mais de 33s atrás.
Focada em levar essa superioridade para o próximo ano, a McLaren já tem dedicado alguma parte do tempo pensando em quais pontos fortes do MCL39 poderão ser aproveitados em um regulamento que apresenta grandes diferenças em relação ao atual, tanto na questão dos chassis e aerodinâmica quanto das unidades de potência.
“Existem alguns fundamentos que podemos levar adiante. Há outros aspectos que são, de certa forma, uma evolução constante e melhoria de uma plataforma — como a plataforma do nosso carro no regulamento atual — que agora conhecemos muito bem”, disse Stella aos repórteres após a etapa na Flórida. “Mas alguns fundamentos, em termos de compreensão, podem ser aproveitados no carro do próximo ano. Outros aspectos, teremos de entender como transferi-los”, continuou.

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“Por exemplo, se considerarmos o aspecto aerodinâmico, que influencia o comportamento dos pneus, obviamente o nível aerodinâmico de downforce no próximo ano e o formato do mapa [aerodinâmico] serão completamente diferentes. Então teremos de pensar em como transferir esse conhecimento que acumulamos sob esse conjunto de regras para um novo conjunto, com níveis e mapas aerodinâmicos que serão completamente diferentes”, explicou.
“Portanto, há mais trabalho a ser feito, e prevejo que, com o novo regulamento, teremos outro processo de melhorias contínuas, como vimos acontecer com a gente no regulamento atual”, concluiu o chefe da McLaren, que somou 246 pontos até aqui e lidera o Mundial de Construtores com certa folga — a diferença para a Mercedes, segunda colocada, ampliou para 105 tentos.
A Fórmula 1 retorna na semana que vem, de 16 a 18 de maio, para o GP da Emília-Romanha, o primeiro da temporada 2025 na Europa.
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