Newey elogia Aston Martin e diz: “Red Bull tem um dos piores túneis de vento da F1”
Apesar de ter criticado as instalações da antiga equipe, Adrian Newey usou a Red Bull como exemplo para destacar a importância de se ter um grupo de pessoas capacitadas e focadas em desenvolver um projeto na Fórmula 1
Completamente focado em desenvolver o carro da Aston Martin para a temporada 2026 da Fórmula 1, ano em que o novo regulamento entra em vigor, Adrian Newey elogiou a liderança de Lawrence Stroll e a estrutura desenvolvida pelo canadense na fábrica localizada em Silverstone. E ainda comparou com as instalações da Red Bull, antiga equipe, sobre as quais teceu algumas críticas.
Com o anseio de se tornar um dos grandes nomes da categoria nos próximos anos, o time de Fernando Alonso e Lance Stroll investiu pesado na construção de uma base ultramoderna, com um túnel de vento de última geração e equipamentos técnicos que oferecem o suporte ideal para o desenvolvimento do carro. Mas ainda que tudo isso seja importante, o ‘Mago da Aerodinâmico’ destacou a necessidade do trabalho coletivo dentro desse processo.
“A visão de Lawrence criou uma grande estrutura — a melhor da Fórmula 1 —, mas agora é importante otimizarmos como a utilizamos. Novamente, este é um esporte de pessoas”, começou em entrevista ao site oficial da Aston Martin. “Minha equipe anterior tinha um dos piores túneis de vento da F1 e operava a partir de um conjunto de prédios sem destaque em um parque industrial, mas conseguiu fazer todos trabalharem juntos e desenvolveu um grupo excelente de pessoas”, continuou.
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“Temos muitas pessoas talentosas — e também algumas áreas que precisam ser reforçadas com mais gente. E precisamos fazer com que todos trabalhem melhor em conjunto, utilizando essas ferramentas e desenvolvendo nossas capacidades”, acrescentou Newey, antes de destacar a importância de se criar uma mentalidade vencedora dentro do ambiente na fábrica — principalmente em uma equipe desacostumada a vencer.
“[Criar uma] mentalidade vencedora é sempre algo difícil. Se é uma equipe que não teve muito sucesso ao longo dos anos, então não vencer acaba se tornando a norma. É importante criar a autoconfiança de que temos, coletivamente, as habilidades para alcançar o sucesso. Tudo isso faz parte do esforço para fazer as coisas avançarem”, continuou.
“Agora, não sou um motivador, e não sou como um técnico de futebol americano que fica na frente da sala fazendo um discurso empolgante. Trata-se de trabalhar com todos e evoluirmos juntos”, encerrou Newey.
A Fórmula 1 retorna de 16 a 18 de maio para o GP da Emília-Romanha, em Ímola, o primeiro da temporada 2025 na Europa. Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO na Itália para acompanhar todas as emoções da etapa.
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