Russell e Verstappen conformados e dia como “paparazzo”: a sexta-feira da F1 em Ímola

Na segunda edição do 'diário de bordo' da cobertura do GP da Emília-Romanha, Bernardo Castro conta da nova função como ‘paparazzo’ e tira conclusões do discurso conformista de George Russell e Max Verstappen em Ímola após os treinos livres

O segundo dia de cobertura do GP da Emília-Romanha, em Ímola, foi tão mais tranquilo que a quinta-feira (15), que até parecia outro evento. Com o dia voltado para a imprensa ficando para trás, a sexta-feira contou com poucas entrevistas, mas ainda assim foi possível tirar alguma conclusão da percepção que os pilotos têm do campeonato. Não que antes isso fosse um segredo guardado a sete chaves, mas agora boa parte fala abertamente que talvez seja impossível fechar a lacuna de diferença em relação à McLaren.

Com um pouco mais de tempo livre, utilizei algumas horas do dia para ajudar na coleta de conteúdo para ser utilizado nas redes sociais. A primeira tarefa, que também já era uma vontade minha, era passar no memorial de Ayrton Senna, que fica no Parco delle Acque Minerali, próximo ao Autódromo Enzo e Dino Ferrari. E quando digo “próximo”, é bem perto mesmo. Inclusive, em muitos pontos do parque — ao menos até onde caminhei — é possível ver a pista com clareza. 

O local onde fica a estátua de Senna é repleto de flores, bandeiras e homenagens dos fãs de toda parte do mundo. Mas o que mais me chamou a atenção foi a quantidade de detalhes na obra — que até então não sabia que tinha. Além do piloto, a base da escultura também conta com elementos que remetem à F1, como os carros e o capacete do brasileiro.

O próximo passo foi seguir para o autódromo para ter uma pequena experiência como paparazzo em Ímola. Com um total de zero experiência em fotografia, obviamente não portava uma câmera profissional. Na verdade, sequer utilizei uma câmera propriamente dita, apenas o telefone foi o suficiente para a função. E, por mais que estivesse próximo dos pilotos e das personalidades da F1, conseguir fotos boas, ou minimamente utilizáveis, teve lá algum desafio.

Alguns dos detalhes na base da estátua de Ayrton Senna em Ímola (Foto: Bernardo Castro/Grande Prêmio)

A dificuldade se deve pelo fato de que a maioria dos pilotos passa muito rápido pelo paddock. Então, além de estar sempre ligado em todos os lados para perceber a presença de alguém, também é preciso ser ligeiro, porque os fãs se aglomeram em instantes e às vezes falta ângulo para fazer um bom registro. Uma das tentativas de tirar uma foto de Lewis Hamilton ilustra bem o que quero dizer. Mas no geral deu para fazer registros interessantes.

Mas a sexta-feira em Ímola não foi apenas sobre fotos e conteúdos para as redes sociais. Falando sobre a temporada 2025 em si, o fim de semana até agora mostrou que os pilotos já se conformaram que talvez não seja possível alcançar o desempenho da McLaren. Principalmente porque o regulamento do ano que vem é completamente novo e, mais cedo ou mais tarde, os times terão de deixar de pensar na temporada atual para voltar o foco para o ano que vem, ainda que pacotes parrudos de atualizações tenham sido exibidos na Itália.

George Russell já afirmou que, para a Mercedes brigar constantemente por vitórias, apenas uma melhora por parte das Flechas do Prata não será suficiente. Também é necessário um “regresso” por parte da McLaren, algo que considera improvável. Max Verstappen, por sua vez, adotou um discurso similar e descartou uma volta por cima. Para o tetracampeão, nem uma piora por parte dos carros papaia seria capaz de resolver a situação.

Desde a pré-temporada, nunca foi segredo que a McLaren era, de longe, a primeira força do grid. No entanto, no início, os pilotos das equipes de ponta adotaram o discurso — talvez protocolar — de que era possível reverter o cenário. Em Ímola, por ora, a situação foi um pouco diferente. Ao menos Mercedes e Red Bull, que são segunda e terceira colocadas no Mundial de Construtores, respectivamente, já parecem ter dado o braço a torcer e admitiram publicamente que vai ser difícil brigar por vitórias. 

Uma das tentativas de fazer uma foto de Hamilton no paddock de Ímola (Foto: Bernardo Castro /Grande Prêmio)

No fim das contas, é possível que a dobradinha acachapante em Miami, seguida pelo domínio no TL1 e no TL2 do GP da Emília-Romanha, tenha deixado escancarado que o que resta às rivais da McLaren é mesmo brigar pelo posto de melhor do resto.

Fórmula 1 realiza o GP da Emília-Romanha de 16 a 18 de maio, em Ímola, o primeiro da temporada 2025 na Europa. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO em Ímola, na Itália. para acompanhar todas as emoções da etapa com os repórteres Bernardo Castro e Leonid Kliuev.

GP da Emília-Romanha de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique

 SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horários de Brasília

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