Kanaan explica maratona como chefe da McLaren: “Não quero mais ver corrida”
Tony Kanaan assumiu como chefe da McLaren no início de 2025 e vive primeira experiência em Indianápolis no cargo. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, ironizou agenda lotada
Tony Kanaan vive experiência diferente em Indianápolis este ano. Pela primeira vez desde que se aposentou das pistas, em 2023, atua como chefe de equipe na principal prova da Indy. Assumiu o cargo na McLaren no início de 2025 após dois anos atuando na gerência, crescendo na hierarquia e, agora, substituindo Gavin Ward. E a transição não tem sido exatamente tranquila: a agenda está mais cheia do que nunca.
O desafio não é só técnico, mas também logístico. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Kanaan explicou que tem de conciliar compromissos com patrocinadores, imprensa e ainda a presença de figuras importantes do automobilismo brasileiro no autódromo.
“Maio sempre foi uma loucura. Este ano, a dinâmica foi completamente diferente. Não consigo nem explicar o quão ocupado estou. Não deixei de fazer nada do que fazia antes, e agora tenho 120 pessoas para cuidar. Então, realmente está sendo uma tarefa bem difícil”, explicou ao GP.
“Todo mês de maio, acho que todos nós — pilotos, imprensa e equipes — pensamos, ‘quer saber? Nunca mais vou fazer isso, não quero mais ver corrida’”, brincou.

“Está sendo um mês de adaptação, mas nunca vou reclamar por trabalhar. O desafio é ter tempo de atender todo mundo. Além dos patrocinadores da equipe, tem a imprensa do Brasil, a Bia [Figueiredo] está aqui, a Antonella [Bassani] também veio visitar”, comentou.
Com o novo cargo, até as poucas liberdades que restavam no tradicional mês de maio em Indianápolis sumiram. Segundo Tony, o tempo pessoal praticamente desapareceu — e o relógio agora gira em torno das responsabilidades com a equipe.
“Meu tempo é muito mais escasso para fazer algumas coisas que tinha liberdade de fazer. Não consegui jantar com a minha família nenhuma noite, por exemplo. Sempre tem alguma coisa. Além dos jantares que já tinha, agora tenho outros compromissos a mais em relação à equipe”, revelou.
“Tenho tempo para dormir e fazer exercícios das 4h30 até 6h. Para Zak Brown, que mora na Europa, 5h da manhã aqui para ele já é 11h. Então, já está no telefone comigo. Realmente, está sendo uma adaptação diferente”, concluiu.
As 500 Milhas de Indianápolis acontecem no próximo domingo (25), com largada a partir das 13h00 (de Brasília, GMT-3), com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. O pole-position será o novato russo Robert Shwartzman, da Prema.
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