Antonelli diz que “não tocou” em Bortoleto e “fez máximo para dar espaço” em Mônaco

Andrea Kimi Antonelli fez uma corrida de proteção a George Russell e acabou apenas em 18º, mas também se envolveu em um incidente que jogou Gabriel Bortoleto na barreira de pneus no GP de Mônaco

Andrea Kimi Antonelli teve um início bastante movimentado no GP de Mônaco, realizado neste domingo (25), com uma disputa de posição que terminou com Gabriel Bortoleto na barreira de pneus da Portier. Após finalizar a corrida com o 18º lugar, fruto de uma estratégia da Mercedes que deu errado, o italiano conversou com a imprensa em Monte Carlo, incluindo o GRANDE PRÊMIO, e explicou o momento.

Na ocasião, Bortoleto passou Antonelli na Loews, ainda na primeira volta, mas viu o italiano emparelhar na Mirabeau Bas e fazer o contorno por dentro na Portier. Gabriel tentou se manter por fora da Mercedes, mas não encontrou espaço e foi nos pneus. Ao menos, conseguiu voltar à pista e ainda terminou à frente do italiano, em 14º lugar.

“Foi um movimento agressivo, mas não toquei nele. Eu estava à frente na virada. Ninguém quer ver outro piloto no muro, minha intenção não era essa”, justificou-se Antonelli. “Mas, no fim das contas, não toquei nele e fiz meu melhor para dar o máximo possível de espaço. Mas Mônaco é muito apertado, pode acontecer”, analisou.

Ao observar o lance, Antonelli ficou com a sensação de que não fez nada de errado no incidente com Bortoleto. O italiano ainda explicou que precisou ser agressivo para se manter na estratégia da Mercedes, que o queria como escudeiro de George Russell.

“Não queria perder a posição para ele porque o objetivo era ficar perto de George. Então, tentei ultrapassar de volta, mas não acho que tenha acontecido nada espetacular. Revi a onboard, não toquei nele ou algo assim. Foi um movimento agressivo, claro, mas minha intenção era apenas ultrapassar. Não é legal ver outro piloto no muro, mas realmente não toquei nele”, ressaltou.

A função de proteger Russell, inclusive, não funcionou ao fim da prova. A Mercedes segurou as duas paradas até o final, torcendo por algo que mudasse o curso da corrida, mas precisou se contentar, no máximo, com o 11º posto de George. Antonelli, que ficou para trás como forma de dar espaço ao britânico, acabou mais prejudicado pelo plano e foi 18º, à frente apenas dos carros que abandonaram.

“Nossa estratégia parecia bem no início, mas acabou que Racing Bulls e Williams estavam fazendo o mesmo jogo. Então, ficou muito tarde para fazer alguma coisa. Não agregaria em nada e acho que não ganharia muitas posições. Acho que não poderíamos ter feito nada de diferente”, lamentou.

“Não foi a mais animada das corridas. Fizemos uma tentativa com a estratégia, que não funcionou. Então, apenas tentei fazer o que a equipe estava me pedindo”, analisou.

A Mercedes atrasou o pit-stop até o fim, mas não teve jeito: saiu zerada (Foto: Mercedes)

Por fim, o jovem — que ainda está em sua primeira temporada na F1 — admitiu que o ritmo inicial da corrida “foi de F2”. Essa lentidão ainda acabou atrapalhando, tanto em manter o foco no que acontecia na pista quanto no controle do carro em si, já que impedia o aquecimento correto dos pneus.

“Estávamos pilotando em ritmo de F2 inicialmente. E não foi fácil, principalmente para manter o foco. As temperaturas dos pneus estavam muito baixas. Estava escorregando muito, não foi fácil. Só busquei o melhor para a equipe e tentei colocar ao menos um dos carros nos pontos”, finalizou Antonelli.

A Fórmula 1 volta de 30 de maio a 1º de junho em Barcelona, que recebe o GP da Espanha, nona etapa da temporada 2025.

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