Chefe da Mercedes revela pedido de desculpas da Williams por estratégia em Mônaco

Chefe da Williams, James Vowles trabalhou como diretor do departamento de estratégia da Mercedes no passado e, por isso, construiu um forte laço de amizade com Toto Wolff

A aparente discussão entre Toto Wolff e James Vowles após o GP de Mônaco deste domingo (25) já ficou no passado. Após a oitava etapa da temporada 2025 da Fórmula 1, o chefe da Mercedes revelou que o colega de profissão lhe mandou alguns mensagens ainda durante a corrida para se desculpar pela estratégia adotada pela Williams ao longo das 78 voltas em Monte Carlo.

Como a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) determinou que cada piloto deveria efetuar obrigatoriamente dois pit-stops no Principado, Carlos Sainz e Alexander Albon então executaram um grande trabalho em equipe: enquanto um segurava o pelotão, o outro abria vantagem suficiente para ir aos boxes e cumprir a missão — e se revezaram nessa tarefa.

George Russell e Andrea Kimi Antonelli, que começaram somente da 14ª e 15ª posição, respectivamente, foram alguns dos mais afetados. O próprio Vowles, inclusive, chegou a dizer que “não gostaria de correr assim”, mas deixou claro que essa era a única opção que o time de Grove tinha para deixar Mônaco com os dois carros somando pontos.

“Ele me mandou uma mensagem durante a corrida: ‘Desculpa. Não tínhamos escolha, dado o que aconteceu à frente'”, disse Wolff ao site da revista Autosport. “Respondi: ‘Nós sabemos’. James é um dos meus, e não quero soar condescendente, porque ele está construindo uma carreira como chefe de equipe e está indo muito bem. Precisou fazer isso. São dois carros nos pontos, e tudo começou com as Racing Bulls, que nos forçaram a recuar, e foi o que tivemos de fazer”, explicou.

James Vowles trabalhou na Mercedes antes de virar chefe na Williams (Foto: Williams)

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“Houve equipes que estavam rendendo acima do esperado, como a Racing Bulls, e precisavam proteger as posições — assim como a Williams —, e nós provavelmente fomos uma das vítimas disso. Mas fomos porque nosso sábado não foi bom”, reconheceu. “Tínhamos um carro rápido. Kimi tocou o muro, e isso é absolutamente compreensível para um novato. E com George, simplesmente ficamos sem potência do nada. Era um carro para estar nas duas primeiras filas. Ou melhor”, acrescentou o chefe da Mercedes, antes de falar da maneira como os pilotos encararam a lentidão proposital do pelotão.

“O alto nível de desaceleração acabou pegando os pilotos de surpresa. Kimi quase bateu em um dos carros da Williams na freada. Quando se está 5s5 mais lento por volta, a pista vira outra — os pontos de frenagem mudam completamente”, destacou. “Com George, foi a mesma situação. Difícil parar o carro, ele só foi reto [na chicane Nouvelle], e foi um momento de frustração, tentando fazer algo diferente. Sabíamos que seria uma punição de stop-and-go, mas torcíamos para que fosse de 10s. Mas não mudou nada”, concluiu.

Fórmula 1 volta de 30 de maio a 1º de junho em Barcelona, que recebe o GP da Espanha, nona etapa da temporada 2025.

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