Mercedes faz graça da própria dificuldade com pneus no calor: “Precisamos correr no Alasca”
Entender o comportamento dos pneus no calor ainda é um desafio para a Mercedes, tanto que Toto Wolff brincou sobre a possibilidade de uma corrida "na Groenlândia ou no Alasca"
A Mercedes resolveu rir da própria desgraça ao afirmar que seria preciso corridas “na Groenlândia ou no Alasca” para ter boa performance por conta do constante problema que enfrenta com a temperatura dos pneus em climas muito quentes. Este foi o cenário visto no último fim de semana, na Espanha, e Toto Wolff assumiu que é difícil encarar a realidade, mesmo com tantas pessoas debruçadas sobre o desenvolvimento do carro.
Desde que a temporada 2025 chegou às pistas tradicionais na Europa, aliás, a Mercedes perdeu a mão. Antes claramente a segunda força do grid, teve o primeiro baque na Emília-Romanha, onde sofreu com o superaquecimento dos pneus. A equipe chegou a classificar o desempenho como “preocupante”.
À emissora de TV austríaca ORF, Wolff disse que o sentimento após a corrida espanhola era “muito estranho”. “Somos uma organização enorme, com milhares de pessoas, e ainda assim parece que não conseguimos entender como manter um pneu na janela certa quando está quente.”
“Quando está frio — como em Las Vegas, onde precisamos de casacos de inverno — somos muito rápidos. Talvez precisemos de algumas pistas de corrida na Groenlândia ou no Alasca…”, ironizou.

Depois, em coletiva de imprensa, discorreu sobre o fato de que todo carro possui um DNA intrínseco e que isso é algo que marca o projeto. “Acho que, apesar de sermos uma organização grande, com muitos cientistas e engenheiros, às vezes não sabemos por que um carro está fazendo determinada coisa.”
“Não tenho certeza se a McLaren sabe exatamente por que é tão rápida, porque tudo se resume aos ganhos marginais, aos detalhes e à boa engenharia. Nosso carro, em geral, ao longo dos anos, estava tendo mais dificuldades com o superaquecimento do pneu traseiro do que os outros”, acrescentou.
“Sempre fomos muito fortes em clima mais frio, quando isso não era um problema. Se olharmos para Las Vegas, no ano passado, da primeira volta em diante, os pilotos disseram: ‘O carro é incrível, temos aderência como nunca'”, seguiu.
“Todos os outros estavam dizendo que não havia aderência, que estavam derrapando. Então, nota-se que isso é algo intrínseco ao carro e que se pode mascarar ou piorar com as instruções de configuração, mas é algo que está no carro”, encerrou Wolff.
A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de junho no Canadá, décima etapa da temporada 2025.
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