Mercedes detalha desenvolvimentos de pilotos na F1: “Construímos relacionamento”

Gwen Lagrue explicou como funciona o intenso trabalho da Mercedes com os jovens pilotos que fazem parte do programa de desenvolvimento

Consultor do programa de desenvolvimento de pilotos, Gwen Lagrue explicou como a Mercedes tem trabalhado para desenvolver os talentos da base para um futuro promissor no automobilismo. Além do preparo físico, o francês destacou a importância de também aperfeiçoar a parte mental dos pupilos, assim como escolher a pessoa certa para acompanhar cada passo do processo.

Na temporada 2025 da Fórmula 1, as Flechas de Prata contam com George Russell e Andrea Kimi Antonelli, ambos formados na academia de Brackley. Enquanto o britânico ingressou na escuderia de Toto Wolff no início de 2017 e acabou se tornando o grande líder após a saída de Lewis Hamilton, o jovem italiano foi recrutado apenas dois anos depois, em 2019, quando tinha somente 13 anos.

Ao dar detalhes sobre o programa, Lagrue citou Luna Fluxa, de 14 anos, que virou integrante dos prateados em 2022, como exemplo. “Sempre implementamos o mesmo processo. Sempre adicionamos um preparador físico, um treinador mental, etc., mas o importante é escolher a pessoa certa. Então, quem combina melhor com a personalidade da Luna? Que tipo de treinador ela precisa? Se eu colocá-la com esse cara, talvez não funcione, mas com outro pode dar certo”, começou em entrevista ao site neerlandês GPblog.

“É por isso que passamos quatro anos com os talentos no kart. Se você passa três, quatro anos com eles, então conhece a família de cor e salteado, e conheço a Luna superbem. Construímos um relacionamento muito próximo. Provavelmente conheço ela melhor do que minha própria filha. Então, você sabe tudo sobre a personalidade dela, e aí fica fácil tomar a decisão certa”, continuou.

Gwen Lagrue e George Russell (Foto: Reprodução/Mercedes)

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“Então sei que, se colocar esse cara como o preparador físico da Luna, vai funcionar. É sobre passar tempo com seus pilotos e aí encontrar a resposta certa”, acrescentou, antes de deixar claro que nem todos os jovens acabam se destacando imediatamente. “Também tenho exemplos de crianças que foram dispensadas de um programa e que ainda assim se destacaram meses ou anos depois”, apontou.

“Foi por isso que entendi rapidamente que você precisa acreditar no seu piloto. Precisa apoiar e aceitar que eles tenham uma temporada difícil ou passem por momentos difíceis. O resultado final é o que importa. Conseguem voltar a ter o desempenho certo ou não? Gosto de dar tempo suficiente para que mostrem seu desempenho”, explicou o diretor da Mercedes.

“Às vezes isso não funciona, e aí você precisa tomar a decisão difícil de encerrar a parceria. Afinal, não somos um serviço de assistência social. Essas decisões sempre são tomadas com o objetivo em mente de preparar pilotos para a F1 ou para se tornarem campeões mundiais. Você sempre pode cometer erros, porque somos todos humanos. Nem sempre dá para acertar”, concluiu.

Fórmula 1 retorna de 27 a 29 de junho, na Áustria, 11ª etapa da temporada 2025.

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