KTM e Yamaha reduzem domínio da Ducati em Mugello e animam disputa na MotoGP

Assim como em Aragão, Maverick Viñales deixou boa impressão inicial ao colocar a Tech3 na ponta da tabela. Um sinal de que a moto da KTM é rápida, assim como a dupla da Yamaha, que foi ao Q2 e também reagiu

Nada como a velha e boa concorrência para melhorar tudo, não é mesmo? Ainda que a Ducati continue absoluta na MotoGP, muito distante das equipes rivais quando falamos do desempenho da GP24 e GP25 na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, a sexta-feira (20) de treinos em Mugello criou um fato novo no grid.

Primeiro, vale destacar, Marco Bezzecchi colocou a italiana Aprilia na ponta da tabela de tempos no TL1, igualando o tempo de Pedro Acosta, da KTM, mas superando o espanhol pela melhor volta subsequente. A primeira atividade de pista já mostrava algo diferente em solo italiano: não uma Ducati fraca — e está bem longe disso — mas rivais mais fortes, tirando o máximo do traçado desde os primeiros minutos.

Em Aragão, a KTM já havia dado demonstrações de força com Acosta e, sobretudo, com Maverick Viñales. O #12, aliás, vem andando bem há algum tempo com a Tech3 e parece ter casado bem com o equipamento do time de Hervé Poncharal.

No treino desta sexta, o resultado não foi fruto do acaso. Viñales começou liderando a tabela de tempos registrar 1min45s849. A liderança passou pelas mãos de Francesco Bagnaia, mas logo foi tomada por outra moto laranja: a de Acosta. A todo instante, a KTM estava na disputa algum jeito. E, ainda falando do TL1, vale um adendo: o top-3 foi formado por Bezzecchi, Acosta e Brad Binder. Uma Aprilia e duas KTM. Já no treino, Viñales foi o mais rápido do dia ao cravar 1min44s634, superando Bagnaia e os irmãos Álex e Marc Márquez.

Fabio Quartararo (Foto: MotoGP)

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Além da KTM, a Yamaha também deixa uma impressão bastante positiva hoje. Fabio Quartararo caiu, é verdade, mas subiu ao Q2 da classificação junto do companheiro, Álex Rins, figura até então sumida na maioria dos fins de semana da MotoGP.

Além da dupla azul, Miguel Oliveira, com a Pramac — equipe satélite da montadora japonesa — também figurou dentro dos dez melhores até os últimos segundos, mas terminou em 11º.

Ainda que isso não signifique necessariamente uma ameaça à Ducati na Itália, os resultados iniciais demonstram evolução interessante de uma KTM em crise financeira, com equipamento congelado, e de uma Yamaha que busca se encontrar na MotoGP e dá os primeiros sinais de que está encontrando bons caminhos.

MotoGP volta a acelerar neste sábado (21), com a definição do grid de largada para o GP da Itália, em Mugello, para a 9ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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