Citroën se aproxima da Fórmula E e tem chance de assumir vaga da Maserati já em 2025/26
Com decisão do Grupo Stellantis próxima, Citroën se torna favorita para ingressar no grid da Fórmula E para era Gen4. Mas entrada tem chance de vir antes
Enquanto a temporada 2024/25 da Fórmula E se aproxima da fase decisiva, as discussões acerca da formatação do grid para os próximos dois anos só esquentam. A novidade do momento é que a Citroën está muito próxima de confirmar a entrada na categoria para a era Gen4. Mas existe possibilidade da estreia ser adiantada já para o campeonato que vem, que começa no próximo mês de dezembro.
A informação é do portal inglês The Race. A Stellantis, que atualmente tem duas marcas no grid da Fórmula E por meio de parcerias com duas equipes anteriormente existentes — a DS com a Penske e a Maserati com MSG, antiga Venturi —, mas estuda o que fazer para incrementar a vida na categoria na quarta geração de carros. Nos últimos meses, uma série de marcas dentro do Grupo Stellantis pleitearam o direito de correr. Destas, duas apontam como francas favoritas: uma é a Opel, como já se sabia, a outra é a Citroën.
A marca francesa encerrou em 2019 um projeto tremendamente vencedor no WRC e, desde então, tem ancorado o projeto esportivo em apoiar jovens pilotos ligados a si no WRC2 e WRC3. Há algum tempo já se sabe do desejo de retornar a um grande campeonato, e a Fórmula E se tornou objetivo. No momento, a entrada na categoria ainda não é oficial, porque carece da batida de martelo da Stellantis, mas está bastante encaminhada.
Mais que isso, nos corredores do Stellantis há uma formulação de planos de longo prazo para a Citroën e a Opel na era Gen4. Questões básicas, sobre como será a estrutura de trabalho de ambas, ainda precisam ser definidas.

O planejamento do grupo, porém, encontrou uma barreira com o pedido de demissão do antigo CEO Carlos Tavares, em dezembro do ano passado. Após meses oficialmente vago, porém, o cargo de CEO foi preenchido ontem, dia 23 de junho, por Antônio Filosa, ex-chefão a marca Jeep e da Stellantis América do Norte. Agora, o caminho está livre para a tomada de decisões e sequência do planejamento.
Meses atrás, quando a Stellantis assegurou um lugar de fabricante de trem de força para a era Gen4, que começa na temporada 2026/27, usou o nome da Maserati para se inscrever. Mas isso é algo tido como algo superficial feito apenas para garantir a vaga e que em nada segura a Maserati na categoria. Mais do que isso, é altamente improvável que a marca do tridente continue no grid até mesmo para o ano que vem.
As dificuldades estão colocadas. A MSG (Monaco Sports Group), que é oficialmente o dono e operador da equipe, somente batizada Maserati por meio de um acordo de patrocínio, vive grave problema financeiro e chegou até a acertar as bases de uma venda no último mês de março para o empresário estadunidense Brooklyn Earick, que chegou até a ser creditado pela direção de TV da Fórmula E na corrida em Jedá, onde esteve nos boxes da equipe. Mas Earick não conseguiu cumprir as obrigações financeiras estipuladas em contrato, o que melou a negociação e deixou ainda mais evidente a situação pelo qual passa o grupo. O The Race afirma que, apesar de alguns interessados terem iniciado conversas desde então, não há qualquer negociação avançada no momento para a venda do MSG.
Por isso, neste momento, a Stellantis discute a possibilidade de promover a estreia da Citroën já na próxima temporada, tomando o lugar da Maserati. Não está claro como seria, então, a relação com o MSG, detentor da licença, mas a ideia é que a marca francesa tenha mais envolvimento no dia a dia, diferente da Maserati, que não conta com plano e plataformas esportivas tão robustas. Algo parecido aconteceu no último ano da parceria da DS com a Techeetah, quando o time chinês também vivia grave crise financeira, tanto que encerraria as atividades. A DS assumiu para si grande parte dos custos e trabalhos naquele período.
Aliás, a DS também é parte das discussões, uma vez que deseja seguir no grid para a era Gen4, mas acredita-se que não trave competições com as favoritas Citroën ou Opel no momento. Caso permaneça na Fórmula E, onde está desde 2015 e já contou com parcerias com Virgin/Envision, Techeetah e Penske, formaria um terceiro time do Stellantis.
O próximo ponto é definir como será a participação de Citröen e Opel, se com uma licença de inscrição própria — algo que o Stellantis não tem no momento — ou formando parcerias com equipes existentes. Mas a intenção é que as novas marcas envolvidas tenham poder de decisão nas equipes, algo além do que acontece atualmente, sobretudo no caso da Maserati.
A Fórmula E, agora, parte para uma rápida pausa e volta a acelerar com a rodada dupla do eP de Berlim, entre os dias 11 e 13 de julho, com cobertura IN LOCO de JP Nascimento na Alemanha. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e no Kwai.
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