Ducati torce por aperto de mãos entre Rossi e Marc Márquez: “Passado não muda”

Chefe da Ducati, Davide Tardozzi recriminou as vaias a Marc Márquez no GP da Itália e considerou que o comportamento “antidesportivo” da torcida não é mais justificável, já que a polêmica com Valentino Rossi aconteceu há dez anos

Chefe da Ducati, Davide Tardozzi admitiu que gostaria de ver Valentino Rossi e Marc Márquez colocarem um ponto final em uma briga que já dura dez anos. O dirigente desejou um aperto de mãos para que os dois campeões possam “olhar para a frente” e “enviar uma mensagem positiva”.

No último sábado, Marc foi vaiado por parte da torcida italiana após vencer a corrida sprint. Diante do público, Tardozzi se irritou e saiu em defesa de Marc, tentando silenciar a plateia.

A hostilidade contra Márquez começou em 2015, após Rossi acusar o #93 de atuar em favor de Jorge Lorenzo na disputa pelo título daquele ano. Em 2018, Valentino se recusou a apertar a mão de Marc em uma coletiva da MotoGP e, mais recentemente, voltou a repetir a acusação contra o espanhol.

Na visão de Tardozzi, eventos que aconteceram há dez anos não justificam a postura de parte da torcida.

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“Acho que comportamento antidesportivo não é mais justificado quando está relacionado a eventos que aconteceram há dez anos”, disse Tardozzi à emissora italiana Sky. “Chegou a hora de virar a página e olhar para a frente, especialmente para Marc e Valentino, e enviar uma mensagem positiva”, seguiu.

“[Sábado] Marc fez uma corrida excepcional. Fiquei muito grato àqueles que estavam gritando ‘Pecco, Pecco’, [pois] ainda que não tenhamos vencido, Bagnaia fez uma corrida boa e terminou em terceiro”, comentou. “Se você mão gosta de Marc, só não aplaudir, mas, na minha opinião, vaiar é absolutamente antidesportivo. Não quero voltar ao incidente de dez anos atrás, de quem foi a culpa. Para mim, foi 50/50. Mas, depois de todo este tempo, dois campeões como Vale e Marc deveriam olhar para frente. Eu gostaria que eles apertassem as mãos, já que não dá mais para mudar o passado”, acrescentou.

Tardozzi não é o primeiro a repreender a torcida italiana por vaiar Marc. No ano passado, Francesco Bagnaia gesticulou para a torcida enquanto o espanhol era vaiado após vencer o GP de San Marino e da Riviera de Rimini.

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