Ferrari aprova nova suspensão traseira em Mugello e prepara estreia no GP da Bélgica
De acordo com o Motorsport Itália, a Ferrari ficou satisfeita com os dados coletados por Charles Leclerc e Lewis Hamilton nas 38 voltas completadas em Mugello e, por isso, decidiu levar a nova suspensão traseira para Spa-Francorchamps
Nesta quinta-feira (17), a Ferrari voltou à pista em Mugello, desta vez com Charles Leclerc e Lewis Hamilton, para testar a nova e tão aguardada suspensão traseira da SF-25. A dupla titular dividiu igualmente os 190 km que ainda restavam do dia de filmagens, já que Antonio Giovinazzi, integrante do programa no Mundial de Endurance (WEC), completou parte dos 200 km permitidos no dia anterior.
De acordo com o Motorsport Itália, o monegasco assumiu o volante pela manhã e totalizou 19 voltas, enquanto o heptacampeão ficou responsável por repetir a dose no período da tarde. Diretor-técnico de chassi, Loïc Serra também esteve presente para acompanhar o trabalho e avaliar o verdadeiro impacto das atualizações que foram feitas no bólido vermelho.
Os dados coletados ainda serão cuidadosamente analisados na fábrica em Maranello, já que as equipes não possuem permissão para concluir a atividade com os mesmos pneus que são fornecidos pela Pirelli nas corridas. Além disso, devido ao limite de quilometragem permitido, tanto Leclerc quanto Hamilton não conseguiram ajustar a configuração aos próprios estilos de pilotagem.
De qualquer maneira, a imprensa italiana trouxe a informação de que a Ferrari foi capaz de realizar uma avaliação mais objetiva, constatando que a nova suspensão traseira trabalhou em ótima harmonia com o assoalho introduzido no GP da Áustria. E embora Leclerc “não tenha encontrado diferenças significativas”, a escuderia aprovou a solução e decidiu levá-la para Spa-Francorchamps, palco do GP da Bélgica do próximo fim de semana.
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Em entrevista recente, Frédéric Vasseur, chefe da esquadra, explicou que o foco na suspensão traseira era para melhorar a estabilidade do carro nas curvas, mas principalmente por se tratar de uma evolução mecânica que pode ser aproveitada em 2026, mesmo com a chegada de um novo regulamento. O grande desafio dos engenheiros, no entanto, seria mexer na altura dos braços da peça de modo a encontrar um ponto de montagem para o câmbio que pudesse suportar as cargas.
Caso a melhoria siga apresentando o efeito desejado, os vermelhos terão em mãos um carro menos sensível à altura do solo, aumentando a janela de operação de configuração e também ajudando a gerir o desgaste de pneus — alguns dos grandes problemas na disputa contra as principais rivais.
A Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.
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