Endurance

Alonso brilha com ultrapassagens sobre Castroneves e Rast e lidera em Daytona após quatro horas

Fernando Alonso fechou as quatro primeiras horas como o grande nome das 24h de Daytona. O bicampeão mundial de F1 se destacou com ultrapassagens arrojadas e colocou o Cadillac DPi #10 da equipe Wayne Taylor na frente. Christian Fittipaldi enfrentou problemas no carro e faz uma prova de recuperação. Felipe Fraga terminou a quarta hora como segundo na classe GTD

Warm Up / FERNANDO SILVA, de Sumaré
Fernando Alonso começou sua vida pós-F1 em grande estilo. O bicampeão mundial foi o grande destaque das quatro primeiras horas da disputa das 24h de Daytona de 2019, entre a tarde e o início da noite deste sábado (26) na Flórida. Depois de ver Jordan Taylor largar com o Cadillac DPi #10 da equipe Wayne Taylor, o espanhol assumiu a pilotagem do carro durante a segunda hora e mostrou um sólido ritmo contra adversários muito fortes, como os Mazda #77 e #55 e os Acura #6 e #7 da Penske.
 
No início da quarta hora de prova, Alonso era o terceiro colocado e fez duas ultrapassagens marcantes: a primeira, no trecho do circuito oval ao colocar lado a lado com o Acura #7 pilotado por Helio Castroneves. Em seguida, superou o Mazda #77 pilotado por René Rast para assumir a liderança na entrada do circuito misto. Fernando não só passou como abriu uma vantagem de 24s antes da bandeira amarela — causada por uma pane no Cadillac #50 da Juncos Racing —, fazendo cair por terra toda a diferença construída na pista.

Alonso, que forma time com Jordan Taylor, Renge van der Zande e Kamui Kobayashi, completou o primeiro sexto da corrida na liderança, com o Penske #7 de Helio Castroneves, Alexander Rossi e Ricky Taylor em segundo. Guiado por Tristan Nunez, o Mazda #77, que conta também com Oliver Jarvis, Timo Bernhard e René Rast, fechou a quarta hora em terceiro, à frente do Mazda #55 pilotado por Harry Tincknell, Olivier Pla e Jonathan Bomarito.

Destaque brasileiro nas quatro primeiras horas, Felipe Fraga colocou o Mercedes AMG GT3 em segundo na classe GTD, compartilhando volante com Luca Stolz, Ben Keating e Jeroen Bleekemolen.
Fernando Alonso brilhou nas horas iniciais da prova em Daytona (Foto: IMSA)
Felipe Nasr completou as primeiras quatro horas em sexto ao lado de Eric Curran a bordo do Cadillac DPi #31 da Action Express, com Pipo Derani ainda por cumprir seu stint. Assim como Rubens Barrichello, que viu o time da JDC-Miller com o Cadillac #84 pilotado também por Misha Goikhberg, Tristan Vautier e Delvin DeFrancesco em nono. Por sua vez, Christian Fittipaldi viu o Cadillac #5 da Action Express enfrentar problemas, com a equipe tendo de levar o protótipo à garagem para realizar os reparos antes de voltar à pista. O carro, pilotado também por João Barbosa e Filipe Albuquerque, ocupava a 11ª colocação na classe DPi, 46º e penúltimo no geral.
 
Na esvaziada LMP2, com apenas quatro carros inscritos, Pastor Maldonado chegou a liderar, mas a ponta ficou neste período com o Oreca-Gibson da PR1/Mathiasen Motorsports, com Gabriel Aubry, Matthew McMurry, Mark Kvarme e Enzo Guibbert. A classe GTLM teve a liderança em quase todo o tempo da Porsche #911 guiada por Patrick Pilet, Nick Tandy e Frédéric Makowiecki. Augusto Farfus, a bordo da BMW M8 GTE #25 está na terceira posição em time formato também por Connor De Phillippi, Colton Herta e Phil Eng.
 
Alessandro Zanardi, um dos grandes nomes da prova, entregou o BMW #24 para Jesse Krohn e, logo depois, o carro parou no fim da saída do pit-lane com uma pane elétrica. A equipe RLL, contudo, conseguiu realizar os reparos e mandar o carro de volta para a pista.
 
A classe GTD teve a equipe alemã Montaplast na liderança com Daniel Morad, Christopher Mies, Dries Vanthoor e Ricardo Feller a bordo de um Audi R8 LMS EVO. Em segundo, posição que ocupou por boa parte deste início de prova, ficou o Mercedes AMG GT3 #33 da Riley Motorsports, pilotado por Luca Stolz, Jeroen Bleekemolen, Ben Keating e Felipe Fraga, que faz sua estreia em Daytona. Daniel Serra, com a Ferrari 488 da equipe Spirit of Race, viu os colegas Paul Dalla Lana, Pedro Lamy e Mathias Lauda colocarem o carro em sétimo na parcial.
 
Bia Figueiredo largou para a Heinricher Racing/Meyer Shank com o Acura NSX GT3, liderando a tripulação toda feminina ao lado de Katherine Legge, Simona de Silvestro e Christina Nielsen, com o conjunto do carro #57 fechando as primeiras quatro horas em décimo na classe. E a Via Italia Racing, que marcou a pole da categoria com Marcos Gomes, terminou a quarta hora em 20º lugar na classe. A equipe chefiada por Thiago Meneghel conta também com Chico Longo, Victor Franzoni e o italiano Andrea Bertolini.


Penske lidera e faz 1-2 em primeira hora ‘tranquila’ de prova
 
A primeira das 24 Horas de Daytona em 2019 começou com os Acura da Penske na frente. No stint de abertura da prova, Juan Pablo Montoya tomou a liderança com o #6, seguido pelo norte-americano Ricky Taylor, companheiro de equipe de Helio Castroneves. Só depois apareciam os Mazda DPi, com Oliver Jarvis e Jonathan Bomarito andando muito próximos, aproveitando o vácuo. 
 
A Action Express vinha atrás com Filipe Albuquerque em quinto e Felipe Nasr em sexto, à frente do Cadillac #10 da Wayne Taylor Racing guiado por Jordan Taylor, companheiro de equipe de Alonso.
 
Kyle Masson liderou a primeira hora na esvaziada classe LMP2, ficando à frente de Henrik Hedman. Pole da GTLM, Nicky Tandy manteve o Porsche #911 na ponta à frente da Corvette guiada por Jan Magnussen e a BMW M8 GTE #25 — que tem Augusto Farfus como um dos pilotos —, com John Edwards ao volante, em terceiro. 
Disputa pela liderança entre Oliver Jarvis e Juan Pablo Montoya (Foto: Reprodução)
A GTD tinha o Acura NSX #86 de Trent Hindman na ponta, com Ben Keating, companheiro de time de Felipe Fraga, em segundo com o Mercedes AMG GT3 #33 da equipe Riley. Com Paul Dalla Lana ao volante, a Ferrari 488 GT3 #51 da Spirit of Racing, time de Daniel Serra, estava em sétimo na classe, duas posições à frente de Bia Figueiredo. Chico Longo assumiu o volante da pole-position da classe — conquistada por Marcos Gomes — e vinha em 14º com a Ferrari da equipe italiana Via Italia Racing.
 
 
Alonso, duelo entre Acura e Mazda e incidentes: segunda hora movimentada
 
Se a primeira hora serviu como aquecimento, a segunda foi bastante agitada desde o começo. A Wayne Taylor Racing, ainda com Jordan Taylor na pista, teve de lidar com um pneu furado. E não seria a primeira. Pouco depois, o Porsche #99 da classe GTD, pilotado por Jürgen Häring, alemão de 52 anos da equipe NGT Motorsport, bateu na barreira de pneus após sair dos boxes.
 
Chico Longo chegou a rodar após passar pela grama com a Ferrari. Emanuele Businelli, que vinha logo atrás, se atrapalhou e bateu forte com a Lamborghini Huracán GT3 #46 de traseira na barreira de pneus.
 
Com 1h20min de prova, Alex Zanardi proporcionou muita emoção em Daytona ao entrar na BMW M8 #24 para fazer seu primeiro stint. O italiano deixou o pit-lane depois de a equipe BMW RLL efetuar a troca do volante para um adaptado às necessidades do piloto.
Dane Cameron liderou boa parte do primeiro sexto da prova em Daytona (Foto: IMSA)
A primeira mudança na liderança da prova depois da largada aconteceu neste período: Oliver Jarvis passou o Acura DPi Penske de Montoya e colocou a Mazda na frente em Daytona. Voltas depois, o colombiano retomou a ponta para a Penske. Eram os dois protagonistas na classe DPi até então. Na GTD, Bia Figueiredo, em franca recuperação, subia para sétimo lugar na classificação.
 
O pneu traseiro direito de Jonathan Bennett, com um Nissan Onroak DPi da equipe Core Autosport, estourou em plena reta do circuito oval. A carcaça do pneu, que acabou ficando na pista, foi ‘recolhida’ pela BMW guiada por Colton Herta, um dos companheiros de equipe de Farfus.
 
22 minutos antes da segunda hora, Albuquerque passou Oliver Jarvis, colocando o Cadillac da Action Express em segundo, logo atrás de Montoya. Em seguida, Häring voltou a aparecer quando quebrou o motor do seu Porsche 911 #99, espalhando muito óleo na altura da curva 1. Vários pilotos escorregaram neste trecho, o que levou a direção de prova a sinalizar toda a pista com bandeira amarela.
 
Ainda sob regime de bandeira amarela, as equipes realizaram mais um pit-stop, muitas delas efetuando troca de pilotos. A atração da vez era Fernando Alonso, que substituiu Jordan Taylor e assumiu o volante do Cadillac DPi #10 da Wayne Taylor. Christian Fittipaldi, na última corrida da sua carreira, substituiu Albuquerque, enquanto Castroneves entrou no Acura #7 no lugar de Ricky Taylor.
 
Já na classe GTLM, um incidente entre dois Corvette a batida no pit-lane do #4, pilotado por Tommy Milner, danificou a suspensão do #3, um dos grandes favoritos à vitória, então guiado por Jan Magnussen.
Alessandro Zanardi emociona no seu primeiro stint nas 24h de Daytona (Foto: Reprodução)
O safety-car deixou a pista com cinco minutos antes das duas horas de prova. Dane Cameron substituiu Montoya e manteve a Penske na liderança, seguido por Eric Curran, a bordo do Cadillac #31 da Action Express, e René Rast em terceiro com o Mazda #77. Alonso aparecia na oitava colocação. 
 
Na LMP2, James Allen tinha a ponta da prova, seguido por Ryan Cullen e Cameron Cassels. Joey Hand, com Ford GT da equipe Ganassi, era o ponteiro na GTLM, enquanto Zanardi aparecia em quinto na classe. Antes de cumprir punição, Rik Breukers era o líder na GTD com Lamborghini Huracán GT3. Ben Keating, companheiro de equipe de Felipe Fraga, vinha em quarto lugar.
 
 
Alonso faz bonito e acirra briga na DPi; Mazda volta a liderar na terceira hora
 
Alonso abriu seu stint como um dos mais rápidos na pista e ganhando posições importantes ao subir para sexto após passar os Cadillac de Kyle Kaiser e Chris Miller. O bicampeão mundial de F1 tinha Castroneves logo à frente e estava a apenas 7s182 de Dane Cameron.
 
A briga pela liderança foi bem acirrada. Na DPi, os quatro primeiros colocados — Cameron, Curran, Rast e Olivier Pla — estavam separados por apenas 6s, com três marcas — Acura, Cadillac e Mazda — no top-5, completado por Castroneves. Allen seguia na frente na LMP2 com dianteira confortável para Cameron Cassels. 
Fernando Alonso se prepara para entrar no Cadillac DPi #10 em Daytona (Foto: Reprodução)
Joey Hand assumiu o volante do Ford GT #66 e manteve a Ganassi na ponta da GTLM, seguido muito de perto pelo Corvette de Milner e o Porsche #911 guiado por Patrick Pilet. Na GTD, Townsend Bell comandava a prova com o Lexus RC-F da AIM Vasser Sullivan, mas Keating, Christopher Mies, com um Audi R8 LMS, e Mario Farnbacher, com Acura NSX, vinham logo atrás, com os quatro separados por menos de 3s.
 
Fittipaldi acabou sendo vítima do toque de um dos Corvette na pista e teve de recolher para os boxes para que a Action Express pudesse vistoriar o Cadillac e providenciar reparos no protótipo na garagem. Alonso, por sua vez, seguia fazendo bonito depois de superar o Mazda #55 guiado por Harry Tincknell e subir para quinto.
 
Milner, que vinha em segundo na GTLM, teve de cumprir um drive-trough por ter queimado a relargada. Outro piloto que pagava punição era Richard Westbrook, com o Ford GT #67 da Ganassi, também na GTLM.
Christian Fittipaldi viu seu Cadillac #5 com problemas em Daytona (Foto: José Mário Dias/Action Express)
A batalha continuava duríssima na DPi. Cameron segurava a liderança para a Penske, mas era muito pressionado pelo Mazda pilotado por Rast. Castroneves subia para terceiro depois de passar por Curran e trazia Alonso junto, com o espanhol passando para quarto lugar.
 
Perto do fim da terceira hora, a BMW M8 #24 guiada por Jesse Krohn, que substituiu Zanardi, ficou parada na saída do pit-lane. A direção de prova acionou a bandeira amarela em todo o circuito. O carro foi recolhido pela BMW RLL para a garagem com suspeita de problemas elétricos. Enquanto isso, Felipe Fraga assumia o volante do Mercedes AMG GT3 e fazia o primeiro stint da carreira em Daytona.
 
Com a bandeira amarela, as equipes chamaram os carros para mais um pit-stop. Aí a Mazda superou a Penske com Rast na liderança, deixando Cameron em segundo e Curran em terceiro. Castroneves e Alonso completavam a lista dos cinco primeiros na DPi. Misha Goikhberg, companheiro de equipe de Rubens Barrichello, aparecia em sexto. Pastor Maldonado fechou a terceira hora na ponta da LMP2, enquanto Patrick Pilet colocava a Porsche na frente da classe GTLM. Christopher Mies comandava a classificação na GTD, à frente de Townsend Bell.


Alonso brilha, passa Castroneves e Rast e assume liderança em Daytona
 
O início da quarta hora de prova marcou não somente a relargada da prova, mas também o início do anoitecer em Daytona. Castroneves fez uma manobra ousada e ganhou duas posições, subindo de quarto para segundo. Alonso, com ritmo muito forte de corrida, não deixou por menos, lutou muito e deixou Eric Curran e o Acura de Dane Cameron.
 
Na sequência, Alonso partiu para cima de Castroneves e colocou seu Cadillac lado a lado com o Acura do brasileiro no trecho de oval para conseguir realizar a ultrapassagem na entrada da curva Bus Stop, avançando para segundo. Na volta 111, o espanhol fez uma manobra sensacional na entrada do circuito misto para passar o Mazda de Rast e assumir a liderança da corrida.
Alonso em duelo roda a roda com Castroneves no trecho de oval de Daytona (Foto: Reprodução)
Fittipaldi estava de volta à pista, mas tinha de remar muito. Por conta de todos os problemas no carro, o brasileiro ocupava a 45ª colocação geral da prova. Fraga dava sequência ao seu stint a bordo do Mercedes AMG GT3 da Riley e era o quinto lugar na GTD, enquanto Victor Franzoni assumia o volante da Ferrari 488 GT3 da Via Italia no lugar de Andrea Bertolini, ocupando a 21ª posição na classe.
 
Alonso passou e abriu 5s para Rast, com Castroneves vindo em terceiro lugar. Foi quando o #10 entrou no pit-lane para fazer mais um pit-stop. Fernando seguiu no comando do Cadillac. Quem também parava era Eric Curran, que dava lugar a Pipo Derani, que fazia seu primeiro stint em Daytona. Simon Pagenaud passou a pilotar o Acura Penske #6, enquanto Alexander Rossi assumiu o #7.

Rossi, Pagenaud e Tristan Nunez, este a bordo do Mazda #77, andaram bem próximos, com o piloto da marca japonesa assumindo a segunda colocação. Alonso continuava cada vez mais forte na liderança e abria 24s1 de vantagem para Nunez. Só que a diferença foi anulada depois do acionamento do safety-car por conta de uma pane no Cadillac #50 da equipe Juncos Racing.

Fraga confirmou a grande performance a bordo da Mercedes AMG GT3 e assumia a segunda posição da classe GTD. Com Katherine Legge a bordo do Acura NSX, a tripulação de Bia Figueiredo estava em 11º na classe ao fim das quatro primeiras horas de prova.