Pizzonia, Senna e Rees iniciam temporada do WEC com chances de vitória nas 6 Horas de Silverstone

Três brasileiros vão disputar a etapa de abertura do Mundial de Endurance, em Silverstone, em três categorias diferentes: Antonio Pizzonia (LMP2), Bruno Senna (GTE Pro) e Fernando Rees (GTE Am). Além deles, Lucas Di Grassi também vai competir no WEC em 2013

 Os nomes de quatro pilotos brasileiros estão confirmados para, ao menos, uma etapa do Mundial de Endurance: Lucas Di Grassi, Antonio Pizzonia, Bruno Senna e Fernando Rees. Cada um vai competir em uma das classes do WEC em 2013, LMP1, LMP2, GTE Pro e GTE Am, respectivamente. E todos têm motivos para começar o ano pensando que, em algum momento, podem subir ao degrau mais alto do pódio. A começar pelo trio que estará na pista neste domingo (14), na primeira corrida do ano: as equipes de Pizzonia, Senna e Rees têm potencial para vencer.

Pizzonia está certo para correr apenas em Silverstone, por enquanto. O manauara, que está disputando a Grand-Am em tempo integral em 2013, será companheiro de Tor Graves e James Walker na equipe Delta-ADR, o time oficial da Nissan, que triunfou na etapa inglesa do Mundial em agosto do ano passado.

Pizzonia gostou do teste que fez pela Nissan (Foto: Divulgação)

Pizzonia já testou o protótipo LMP2 da Delta, e fez muitos elogios ao equipamento. “Foram dois treinos muito produtivos em Paul Ricard. O tempo ajudou e conseguimos fazer tudo o que precisávamos. Eu me adaptei muito bem ao carro, que é fabuloso e estou muito feliz com o resultado final”, disse o piloto. No último sábado, ele estava em Barber, cumprindo seus compromissos com a MSR na Grand-Am e terminou a etapa do Alabama na quinta posição; após a corrida de Silverstone, ele retornará aos Estados Unidos para, na semana seguinte, correr em Road Atlanta.

Acertados para a temporada completa estão os dois pilotos que andarão de GT no Mundial: Bruno Senna e Fernando Rees. Senna é piloto da Aston Martin e terá Darren Turner e Stefan Mücke como parceiros em Silverstone, mas correrá junto de Frédéric Makowiecki e Rob Bell nas demais provas. A estreia pela marca, que completa 100 anos em 2013, aconteceu em Sebring, mas um furo no radiador após um toque ainda na primeira volta comprometeu o resultado do time, que continuou na Flórida para realizar testes nos dias seguintes, incluindo uma simulação de 24 horas.

O acerto com a Aston Martin aconteceu depois que o sobrinho de Ayrton Senna ficou sem vaga na F1. “Nós estávamos procurando outras opções para correr. Nosso objetivo é vencer e ano passado a Aston Martin terminou o campeonato de maneira muito forte, ganhando corrida e terminando em segundo na temporada. Neste ano, a gente foi falar com eles, vimos que o projeto estava muito bom, então percebi a oportunidade e o potencial de uma equipe vencedora. Esse foi o grande motivo pelo qual eu os escolhi”, declarou Senna em entrevista à Revista Warm Up – a íntegra dessa conversa será publicada na edição 37 da publicação-irmã do Grande Prêmio, nos próximos dias.

Bruno Senna fez sua primeira corrida pela Aston Martin em março, em Sebring (Foto: Facebook/Aston Martin)

Finalmente, Rees entra na temporada 2013 do WEC para defender o título que ajudou a equipe francesa Larbre a conquistar no ano passado. Rees dividirá o Corvette do time com Patrick Bornhauser e Julien Canal em todas as oito corridas – a única exceção seria uma eventual mudança na escalação para as 24 Horas de Le Mans. “Nós nos damos muito bem, nos conhecemos muito bem e trabalhamos muito bem juntos. É uma combinação que a equipe gosta muito, e que tem dado certo”, explicou Rees em entrevista ao GP.

Após uma extensa e intensa pré-temporada, a Larbre está pronta e ansiosa, nas palavras de Rees. “Fazer uma volta rápida nessa categoria significa muito pouco. O importante é ter um conjunto que funcione sendo igualmente competitivo durante seis ou mais horas e nas mãos de pilotos diferentes. Mas estamos confiantes. Ano passado, nunca fomos os mais rápidos, não largamos na pole, mas terminamos todas as corridas e boa parte delas no pódio. Isso fez toda a diferença”, avaliou o brasileiro.

Mas, por razões óbvias, a expectativa maior gira em torno de Di Grassi, que já está certo para disputar as 6 Horas de Spa, em maio, e as 24 Horas de Le Mans, em junho, ao lado de Oliver Jarvis e Marc Gené. Piloto oficial da Audi, o paulista andou bem nas duas provas que fez com a montadora alemã: foi terceiro nas 6 Horas de São Paulo, em setembro do ano passado, e segundo nas 12 Horas de Sebring, disputadas no último mês de março.

Lucas Di Grassi agora é piloto oficial da Audi e está confirmado para duas etapas do WEC (Foto: Di Grassi/Facebook)

“Estou começando, se Deus quiser, a escrever uma história nas corridas de longa duração, que o Brasil tem pouco”, falou Di Grassi ao Grande Prêmio logo após a corrida de Sebring, nos Estados Unidos. “Estou aqui para correr, para vencer, deixei isso bem claro e a gente vai lutar para chegar bem preparado em Spa e depois em Le Mans”, completou.

Além de pilotos, o Brasil terá, novamente, uma etapa do Mundial de Endurance. Ela está marcada para 1º de setembro e acontecerá no autódromo de Interlagos. Em 2012, o evento marcou a primeira vitória da Toyota no retorno da montadora nipônica ao endurance, com os pilotos Alexander Wurz e Nicolas Lapierre.

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