Serra exalta participação em especial Le Mans e destaca “briga difícil” com Aston Martin

O brasileiro exaltou o terceiro top-3 em quatro participações, apontou a maior dificuldade de uma corrida de longa duração e a sensação de subir ao pódio no circuito francês

Daniel Serra já virou habitué do pódio de Le Mans. Na edição de 2020, correndo mais uma vez com as cores da Ferrari, terminou na segunda colocação e exaltou a experiência, elencando os principais pontos de sua quarta participação na tradicional corrida de longa duração.

Neste ano, o tricampeão da Stock Car reeditou a parceria com James Calado e Alessandro Pier Guidi, com quem dividiu o carro nas três ultimas participações. Após largar da 13ª colocação, recebeu a bandeira quadriculada na segunda colocação.

“Participar de Le Mans, competir, correr, é sempre especial. É uma das corridas mais especiais que temos no automobilismo e estar lá de forma competitiva, guiando pela Ferrari como piloto oficial é muito legal e foi mais uma boa experiência”, avaliou ao GRANDE PRÊMIO.

Serra fez parceria com Calado e Pier Guidi (Foto: WEC)

“A prova foi bem disputada desde o início com a Aston Martin. Acho que depois de algumas horas, o Aston #97 e nós já tínhamos uma boa distância para o terceiro colocado, fomos brigando até o final. Eles tinham um pouco mais de velocidade de reta e com isso, estava um pouco difícil a briga. No fim, ainda fizemos uma troca de pastilha de freio e eles fizeram a corrida toda com um freio só, o que teve um gap maior e que não deu para tirar”, continuou.

A primeira aparição do competidor na corrida francesa foi em 2017. Desde então, tem três top-3 em quatro participações, sendo duas delas com vitórias. Existe segredo para os bons resultados? “Não tem nenhum segredo. É estar com bons companheiros de equipe, boas equipes. Em todos os anos que fui, corri pela categoria Pro, defendendo fábricas e acho que sempre fiz uma boa preparação. Não tem um grande segredo, não”, contou.

Correndo mais um ano com os mesmos companheiros, Serra disse crer que o entrosamento ajuda nos bons resultados. “Manter o conjunto é sempre bom. Esse foi o terceiro ano que corri com o Calado e o Pierluigi na mesma equipe, então, vamos sempre afinando. Sem dúvida é um benefício, vamos nos entendendo cada vez mais fácil, vendo como cada um gosta de guiar o carro, vai se conhecendo melhor. Sem dúvida nenhuma é positivo”, sublinhou.

Sobre o pódio, afirmou que “a sensação é muito boa. Lógico, queríamos uma vitória, mas um pódio é muito positivo, meu terceiro pódio em quatro participações em Le Mans. Obviamente, quando acabou a sensação era ‘putz, faltou um pouquinho’, mas fizemos tudo o que tínhamos de fazer, extraímos o máximo e subir ali a sensação é muito boa. Não é fácil, é uma categoria GT-Pro muito competitiva, só as fábricas, então, foi legal. Prazeroso, muito bom, vamos ver se conseguimos tirar essa diferença para o ano que vem.”

Foi a quarta aparição de Serra em Le Mans (Foto: WEC)

Participar de uma corrida de 24 horas é sempre desafiador, especialmente no aspecto do cansaço. E para Daniel, esse é o principal ponto que dificulta a participação na disputa. “Não tem um momento da prova que é o mais difícil, a prova inteira é muito difícil. Primeiro, são 24 horas de corrida, mas você acorda muito mais cedo e dorme muito pouco, não tem muito tempo de dormir à noite”, apontou.

“Quando você senta no carro, com adrenalina e tudo, fica tudo bem. Mas esse cansaço fora, durante a noite, talvez seja a parte mais difícil. A parte que a gente mais aproveita, podemos dizer assim, é quando estamos guiando e o sol nascendo ou se pondo, é muito legal. Primeiro porque a pista fica rápida pela temperatura e é muito prazeroso”, concluiu.

Augusto Farfus foi outro piloto que participou das 24 Horas de Le Mans. O curitibano lamentou o problema que teve quando liderava sua classe e contou ainda como foi logo emendar as 24 Horas de Nürburging. Tatiana Calderón foi estreante na edição de 2020, exaltando o top-10 que conseguiu com a Richard Mille.

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