2.200 metros acima do nível do mar, pilotos minimizam preocupação com altitude no fim de semana no México

Será a primeira vez que a nova geração da F1 vai encarar uma altitude significativa. Bem além dos quase 800m de São Paulo, os mais de 2200m de altitude da Cidade do México são encarados pelos pilotos sem muita preocupação, mas com a consciência de que será algo distinto do que já enfrentaram na categoria

De volta ao calendário do Mundial de F1 depois de um longo hiato de 23 anos, o GP do México é, disparado, o mais alto de toda a temporada. Isso porque a Capital Federal está localizada a 2.200 metros do nível do mar. Diante de tamanha altitude para os padrões da F1, os pilotos da nova geração não sabem o que esperar do fim de semana face ao ar rarefeito, mas procuraram minimizar qualquer preocupação a respeito.
 
Mas na coletiva de imprensa concedida na tarde desta quinta-feira (29), Fernando Alonso e Lewis Hamilton esperam condições bem distintas ao que estão acostumados.
Na entrevista coletiva desta quinta-feira, os pilotos da F1 minimizaram qualquer preocupação sobre a altitude do México (Foto: F1/Reprodução)
“Precisamos esperar até domingo. Mas com certeza vai ser uma condição bem diferente”, disse o piloto da McLaren, ciente dos desafios físicos que o ar rarefeito costuma impor. “Temos de tomar mais cuidado com a preparação por causa da altitude”, comentou.
 
“Mas, com estes carros que temos hoje, vai ser OK. Se tivéssemos essa corrida dez anos atrás, 8s mais rápidos, seria bem difícil”, recordou o espanhol. Em seu último ciclo na F1, no começo dos anos 90, o GP do México ofereceu um grande desafio aos motores aspirados, que perderam considerável potência em razão da altitude.
 
Para o fim de semana, os diretores de McLaren e Lotus acreditam que, em razão das características geográficas da região e também graças às longas retas do Autódromo Hermanos Rodríguez, as velocidades finais poderão ser iguais ou até maiores do que costuma ser em Monza, ou seja, acima dos 350 km/h.
No clima do GP do México, Hamilton não sabe o que esperar da altitude (Foto: Twitter)
Novo tricampeão do mundo, Hamilton vai encarar a altitude ‘no escuro’. “Não sei o que esperar. No inverno, eu treino em altas altitudes, então imagino que seja mais exigente. Mas temos que esperar. No simulador, não dá para saber”, disse.
 
Acostumado à altitude da Cidade do México, ainda que sua terra natal, Guadalajara, seja um pouco menos alta, Sergio Pérez também foi mais um a minimizar os efeitos dos 2200 m acima do mar da Capital Federal. “Não espero grandes problemas. Temos que esperar para a corrida, mas acho que não vai ser um grande problema”, declarou o astro local.

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