Ainda com F1 na cabeça, Alonso diz já saber “mais ou menos” o que fazer em 2021

Fernando Alonso continua pensando em qual será o momento mais adequado em voltar para a Fórmula 1. A temporada 2021 era o momento, segundo ele, por conta da mudança de regras, mas a situação do coronavírus forçou que as mudanças fossem adiadas por um ano. Mesmo assim, já sabe o que quer da vida no ano que vem: e não é a Indy em tempo integral


 

Fernando Alonso já tem na cabeça o que quer fazer na temporada 2021. Sumido das notícias nos últimos tempos, o bicampeão mundial de Fórmula 1 admitiu que tinha planos de retornar ao campeonato quando as regras fossem drasticamente alteradas, o que estava marcado para 2021, mas acabou adiado em um ano por conta da pandemia do novo coronavírus. Sem deixar claro o que deseja fazer, então, afirmou apenas que tem a ideia e gostaria de anunciar sem demoras.

 
A entrevista de Alonso foi concedida no perfil oficial das 24 Horas de Le Mans no Instagram. Segundo ele, apesar da decisão da F1 em atrasar as novas regras também atrapalhar sua própria vida, é fácil entender o motivo. 
 
"Sempre disse que em 2021, com novas regras na F1, eu talvez voltasse, porque poderia haver mais interesse e os carros seriam mais equilibrados. E talvez eu também estivesse com mais vontade de viajar de novo ou de me colocar na briga. Mas agora a F1 adiou as regras novas até 2021. É, de certa forma, uma notícia ruim para o esporte, porque acredito que precisam equilibrar os carros", afirmou. 
 
"Precisam dessas novas regras o mais rápido possível, mas a decisão é compreensível, porque, na situação atual, não seria possível desenvolver os carros para o ano que vem", admitiu. 
 
Ainda que não tenha mudança e F1, ele sabe o que quer. "Especificamente no meu caso, já sei mais ou menos o que farei no ano que vem e espero que muitos de vocês saibam logo também", deixou no ar.
 
Sem guiar de forma regular por uma categoria desde deixou o WEC no ano passado, Alonso mostrou interesse em voltar ao campeonato uma vez que os hipercarros estiverem instituídos, o que está marcado para meados do ano que vem. Resta saber se como titular ou apenas para Le Mans, que até hoje disputou duas vezes e venceu em ambas.
Fernando Alonso durante o Rali Dakar (Foto: ASO / DPP)
"Acredito que o projeto dos hipercarros é legal, assim como as diferentes soluções surgindo agora que o WEC está num processo positivo com o IMSA. Várias coisas no futuro vão favorecer um pouco o endurance, e eu quero fazer parte disso. Não sei quando. Claro que minha experiência em Le Mans é, pelo menos por enquanto, 100% amor: duas participações e duas vitórias. Quero tentar uma terceira vez, com certeza. Veremos quando", apontou.
 
Já com relação ao compromisso que ele ainda tem em 2020, caso seja possível ir adiante com a corrida, as 500 Milhas de Indianápolis continuam sendo o desejo do espanhol para se tornar o segundo piloto da história a conquistar a Tríplice Coroa do esporte a motor – apenas Graham Hill conseguiu até hoje. Mas fazer a temporada completa da Indy não está nos planos. 
 
"Foi algo que considerei uns dois anos atrás. Quando parei na F1, pensei no que fazer em seguida. Claro que, sendo campeão da F1 e depois do WEC, e se um dia eu fosse campeão da Indy? Não apenas a Indy 500, mas o campeonato todo. Seria único. Eu seria não o segundo, mas o primeiro homem da história a conseguir, o que é sempre atraente", comentou.
 
"[Mas] o compromisso para fazer isso seria alto demais nesse momento da minha vida. Creio que seria uma possibilidade há alguns anos, mas agora, fazer 16 ou 17 corridas, conhecer todas as pistas, isso exigiria um nível de preparação e compromisso que, nesse momento da vida, não me deixaria feliz. A Indy 500 já é um compromisso interessante, pede longa preparação, então não posso imaginar fazer o campeonato inteiro. Seria dedicação total", finalizou. 
 
Por conta da crise sanitária, a Indy tirou as 500 Milhas da data original, em maio, e passou para o próximo dia 23 de agosto.

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