Alesi lembra melhora na segurança após morte de Senna e exalta luta de Bianchi: “Acreditávamos em um milagre”

Jean Alesi lamentou a morte de Jules Bianchi e afirmou que todos acreditavam em um milagre. Ex-piloto lembrou o acidente fatal de Ayrton Senna e destacou que a segurança da F1 aumento muito desde então

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Jean Alesi é mais um a manifestar pesar pela morte de Jules Bianchi. O jovem piloto faleceu na sexta-feira (17), pouco mais de nove meses após o grave acidente que sofreu no GP do Japão do ano passado.
 
Falando ao canal francês BFM, o ex-piloto de Avignon-Montfavet destacou a luta de Jules desde o acidente em Suzuka e afirmou que acreditava em um milagre.
Jean Alesi afirmou que esperava um milagre no caso de Bianchi (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
“É uma notícia que não aceitamos”, começou. “Ele lutou até o fim. Nós acreditávamos nele. Acreditávamos que um milagre podia acontecer”, seguiu. 
 
“Ele era um rapaz simpático, muito correto na pista e fora dela. Ele foi muito amado. Era a alegria de viver. Foi um choque para todos”, ressaltou.
 
Ainda, Alesi, que passou por Tyrell, Ferrari, Benetton, Sauber, Prost e Jordan entre 1989 e 2001, lembrou que se passaram 21 anos desde os acidentes fatais de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna e que a segurança na F1 aumentou muito desde então. O brasileiro havia sido o último piloto a perder a vida por conta de um acidente em uma etapa oficial do Mundial.
 
 “Esta é a primeira vez em 21 anos que um piloto de F1 se vai”, recordou. “Houve muito trabalho de segurança nos circuitos e carros, não poderíamos imaginar que isso fosse acontecer”, completou.
 
Na volta 43 da corrida em Suzuka em outubro passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida, informou que o piloto de 25 anos sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo. 
 
Sete semanas após o acidente, Jules foi transferido para um hospital em Nice, na França, onde permaneceu inconsciente até o fim.
 
Uma comissão de notáveis formada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para investigar o acidente concluiu que Bianchi não tirou o pé o bastante para evitar escapar da pista e isentou a presença de um trator na área de escape. A principal mudança de procedimento para 2015 foi a introdução do safety-car virtual, que limita a velocidade dos pilotos em casos em que se faz necessária a entrada de fiscais na pista para algum tipo de remoção/resgate.

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