Alfa Romeo mira WEC e diz que desistiu de Haas na F1 porque “não faria parte da história”
O CEO da Alfa Romeo, Jean-Philippe Imparato, disse que o acordo com a Haas se resumiria em "colar adesivos na carroceria", portanto não faria sentido continuar na Fórmula 1 sem uma autonomia enquanto fabricante
A Alfa Romeo decidiu encerrar o atual ciclo na Fórmula 1 ao término da parceria com a Sauber, equipe suíça que voltará a usar o nome de batismo até a chegada da Audi, em 2026. A marca italiana até estudou uma provável união com a Haas, porém o acordo não foi à frente pela falta de autonomia que teria na nova empreitada.
Ao site da revista inglesa Autosport, o CEO da Alfa Romeo, Jean-Philippe Imparato, explicou que as operações com a Haas seriam nos moldes da parceria com a Sauber, sem participação ativa da marca italiana na escuderia chefiada por Guenther Steiner. Nas palavras do dirigente, seria apenas “colar adesivos na carroceria”.
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“Não estávamos interessados numa operação ‘copia e cola’, no estilo da que foi com a Sauber. Isso nos levaria a ser um daqueles que colocam adesivos na carroceria. Não seria mais novidade e não faríamos parte de uma história”, declarou Imparato.
Fora da Fórmula 1, a Alfa Romeo começou a olhar para outros possíveis alvos dentro do automobilismo e chegou à conclusão de que o Mundial de Endurance é o caminho mais viável, sobretudo pelo passado da montadora com a categoria.

A decisão foi “rápida”, conforme detalhou Imparato: “A Alfa Romeo não tem nada a ver com o mundo dos ralis, o grupo Stellantis (ao qual pertence a marca italiana) já tem duas marcas envolvidas na Fórmula E, por isso o foco mudou para o WEC, um mundo no qual a Alfa Romeo viveu experiências maravilhosas no passado.”
“O WEC vive um momento de grande interesse, e quando há muita euforia fica difícil compreender o nível de investimento que é necessário para atingir objetivos mais elevados. Vimos em 2015 [no LMP1] que a escalada descontrolada de custos foi recuperada, por isso dedicamos tempo para entender como tudo isto vai se desenrolar”, seguiu o CEO, acrescentando que o certo é “ter uma imagem clara e saber o que se está enfrentando antes de iniciar um projeto”.
Sobre a entrada da Alfa Romeo no WEC, Imparato contou que uma parceria com a Peugeot será uma possibilidade, já que ambas integram o grupo Stellantis. “Certamente é um dos cenários que avaliamos.”
“Já existem casas do grupo Stellantis que possuem programas esportivos em contato estreito, como DS e Maserati na Fórmula E. Quando regressarmos às pistas, isso será feito com o apoio dos projetos esportivos da Stellantis, e como a Peugeot já está no WEC, seria uma cooperação mais do que possível, sem dúvida. Talvez os dois projetos possam ter caminhos paralelos em outros aspectos, mas estamos na mesma família”, salientou, deixando claro, contudo, que “ainda não pode confirmar nada”.
“Faremos isso quando tivermos concluído o planejamento e a avaliação do investimento”, assegurou. Por fim, Imparato afirmou que embora o vínculo com a Sauber tenha chegado ao término mais sedo por conta da Audi, não houve arrependimentos pelos seis anos em que esteve com a base de Hinwil — “o melhor investimento da história”, garantiu.
“Podemos dizer que em termos de retorno de imagem, por cada euro que gastávamos recebíamos 20 de volta. Ao mesmo tempo, estamos um tanto tristes por deixarmos uma equipe que abraça a nossa marca há seis anos e com a qual temos um relacionamento extraordinário”, finalizou.
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