Alonso admite ser 2º piloto em equipe de ponta para continuar ‘sonho do tri’ na F1

Fernando Alonso sabe que suas opções para seguir no grid da F1 em 2023 são poucas. Ciente do desempenho que ainda possui, o espanhol reconhece que até seria segundo piloto em uma equipe de ponta para voltar a ter chances de ser campeão

Fernando Alonso sabe que está na berlinda na Alpine e já admite que não teria problemas em ser relegado ao posto de “escudeiro” numa equipe de ponta, caso isso significasse a chance de continuar perseguindo o tão sonhado tricampeonato na Fórmula 1. O espanhol falou à Sky Sports sobre a experiência que possui na categoria e como ainda tem muito a oferecer como piloto trabalhando no desenvolvimento de um carro.

A situação do bicampeão não é nada favorável. Mesmo já tendo sido vítima de quebras da Alpine e outros contratempos, a verdade é que Alonso soma apenas quatro pontos em seis corridas disputadas até o momento, contra 30 do companheiro de equipe, Esteban Ocon. O time francês tem Oscar Piastri na fila e não descarta a possibilidade de promover o pupilo de sua academia de pilotos ao posto de titular em 2023.

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O sonho do tri é o que motiva Fernando Alonso a permanecer na F1 (Foto: Alpine)

Alonso, por sua vez, se vê em plenas condições de seguir na categoria e ainda acredita que pode voltar a ser campeão. “Acho que sim. É por isso que continuo correndo, sabe? Há sempre a esperança de ter em algum ano o pacote certo, sabe, e tudo mais para lutar pelo campeonato. Ainda me sinto competitivo e sou rápido”, salientou o piloto de 40 anos.

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Para voltar a ser campeão, no entanto, Alonso tem ciência de que teria de ir para uma equipe de ponta, e no cenário atual, apenas Ferrari e Red Bull brigam por vitórias. Os italianos já são velhos conhecidos do espanhol, que teve passagem por Maranello de 2010 a 2014 e bateu na trave em três oportunidades, ficando com o vice-campeonato em 2010, 2012 e 2013. Já correr pelos taurinos seria uma experiência nova.

Contudo, tanto Red Bull quanto Ferrari parecem muito certas sobre quem são os seus primeiros pilotos e não devem abrir mão de serem lideradas por Max Verstappen e Charles Leclerc, respectivamente. E Alonso entende muito bem a posição na qual se encontra.

Ao ser questionado se aceitaria o desafio, mesmo sendo segundo piloto, a resposta foi “sim, claro”. “Acho que, no final, não há muitos primeiros e segundos pilotos em alguma equipe no momento. Todas precisam que os dois trabalhem juntos e melhorem o carro, principalmente com as novas regras.”

“Cada volta que você dá é um aprendizado, e precisa trabalhar para ter um carro melhor, um pacote melhor. Então, vamos ver quais são as possibilidades para os próximos anos”, concluiu o bicampeão.

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