Alpine admite “atuação pobre” e diz que GP de Mônaco “travou evolução”

Marcin Budkowski, diretor-executivo da Alpine, foi realista para ver como equipe perdeu em relação às rivais em Mônaco

Castroneves sobe nas grades de Indianápolis (Vídeo: Indycar)

Após duas corridas que colocaram a Alpine em tendência de subida na temporada, o GP de Mônaco se provou peso demais nas costas do time francês. As rivais McLaren e Ferrari incomodaram Mercedes e Red Bull, enquanto os carros azuis lutavam pelo top-10. Nem mesmo o diretor-executivo Marcin Budkowski tentou colocar açúcar na participação da Alpine no Principado: foi ruim mesmo.

Enquanto Carlos Sainz e Lando Norris colocaram Ferrari e McLaren, respectivamente, em segundo e terceiro – além da pole de Charles Leclerc -, Esteban Ocon fez muito ao terminar na nona colocação. Fernando Alonso foi eliminado no Q1 da classificação e terminou a corrida em 13º. O saldo é claro.

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“Após duas corridas promissoras, Portugal e Espanha, Mônaco colocou uma pequena trava em nossa evolução. Foi, em geral, uma atuação pobre. Não dá para se esconder disso”, afirmou.

“Apesar de marcarmos pontos, não estamos satisfeitos com nosso desempenho relativo comparado aos nossos principais rivais. Algumas das equipes com as quais lutamos de perto recentemente eram claramente mais competitivas que nós e foram recompensadas por isso. Vamos levar o que aprendemos, tem coisa que serva para Baku, outra pista de rua com os mesmos pneus que Mônaco. Usamos esses últimos dias para reagrupar nas fábricas de Enstone e Viry, aprender mais e seguir adiante”, disse.

O diretor admitiu que sua dupla de pilotos teve pouca chance de levar o carro a algum lugar melhor no resultado final monegasco. A Alpine, como um todo, não trabalhou bem o bastante para preparar os bólidos.

“Não conseguimos entender o desempenho do nosso pacote para Mônaco e dos pneus. Nas ruas de Mônaco, tudo precisa dar certo para fornecer confiança ao piloto e fazer com que tire o tempo necessário. Até encontramos certo ritmo com Esteban na classificação, mas era tarde demais no fim de semana para aproveitar muito. Grande parte do sucesso está na preparação, e nós não acertamos na última corrida”, reconheceu.

FERNANDO ALONSO; ALPINE; GP DE MÔNACO; FÓRMULA 1;
Fernando Alonso não brilhou em Monte Carlo (Foto: Alpine F1 Team)

Além dos trabalhos para entender melhor o que passou em Mônaco, a Alpine terá atualizações no carro para a próxima corrida.

“Baku também é pista de rua, mas os níveis de downforce são bastante menores que os de Mônaco, por conta das longas retas e setores de alta velocidade. Temos uma pequena atualização que segue nosso plano de desenvolvimento, então foi uma semana cheia na fábrica para que tudo ficasse pronto. Ainda conduzimos análises e simulações rigorosas para garantir que iremos a Baku com a melhor compreensão possível dos problemas de Mônaco e certos de que não vão nos afetar novamente”, pontuou.

“Já vimos corridas caóticas em Baku no passado, então é importante tirar o máximo de qualquer tipo de corridas que tivermos. Capitalizar o que for possível. A meta é estar o mais próximo possível da frente para nos beneficiarmos de qualquer tipo de problema”, finalizou.

O GP do Azerbaijão está marcada para o próximo fim de semana, e o GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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