Alpine dá de ombros para Williams e diz que alianças “não são um bom negócio”

A Alpine não quer dividir suas tecnologias com mais ninguém na Fórmula 1. O diretor-executivo Luca de Meo sente que os ganhos financeiros não compensariam possíveis alianças com rivais

Chamada da Cultura trouxe trilha antiga do SBT (Vídeo: TV Cultura)

A Alpine, sucessora da Renault na Fórmula 1, não está em busca de uma ‘equipe B’. A montadora francesa reagiu aos rumores de uma aliança com a Williams indo direto ao ponto: possíveis ganhos financeiros não compensam ceder tecnologias para outra escuderia do grid.

De acordo com Luca de Meo, diretor-executivo da Alpine na F1, faz mais sentido guardar o motor para si e tocar o desenvolvimento por conta própria.

“Claro que, em teoria, é melhor ter os outros usando seus motores, porque isso permite uma troca de dados e de outras coisas”, reconheceu De Meo. “Só que as condições atuais, incluindo as financeiras e de transferência de tecnologia de uma equipe para outra, não são muito favoráveis. Não acho que seja um bom negócio, pensando no preço que as equipes pagam para ter a tecnologia de gente como nós, gente que faz o investimento inicial. Já disse isso várias vezes. Não quero entrar em números, mas posso dizer que não é um bom negócio. Isso só existe para que equipes sem condições de produzir um motor, que acabam sendo a grande maioria das equipes, sigam no jogo. Só que, financeiramente, não muda muito para nós”, destacou.

A Alpine não quer dividir tecnologias com mais ninguém (Foto: Beto Issa)

Na gestão Renault, os franceses firmaram parceria com a McLaren. Esse vínculo durou entre 2018 e 2020, quando os britânicos optaram por usar motor Mercedes. Isso significa que, começando em 2021, a Alpine é a única com tais unidades de potência no grid.

Da parte da Williams, o interesse em se aliar a alguém como a Alpine também não existe. O diretor-executivo Jost Capito sente que tal dependência seria uma ameaça ao futuro da escuderia.

“A Williams sempre foi independente, nada disso de ser equipe B. Para nós, uma equipe B não tem independência e é propriedade de outra equipe de Fórmula 1. Por essa definição, não queremos ser uma equipe B. Queremos ser uma equipe A, com o automobilismo como nosso foco, longe de uma montadora que vai decidir se quer ficar ou não. Isso ameaçaria nossa existência”, apontou Capito.

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