Alpine muda após saída de Abiteboul e revela estrutura com dois chefes de equipe

Ao contrário de todas as outras escuderias na Fórmula 1 atualmente, Alpine terá dois chefes de equipe para a temporada 2021

A Alpine vem para a temporada 2021 não apenas com novo nome e cores, mas terá uma estrutura diretiva diferente. Quem informou foi o diretor de estratégia e desenvolvimento de negócios da fábrica francesa, Laurent Rossi. Marcin Budkowski e David Brivio vão dividir a tomada das decisões mais importantes do dia a dia. Serão, na prática, dois chefes.

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Com a saída surpresa de Cyril Abiteboul em janeiro, a Alpine buscou alternativas para a temporada de 2021. Esperava-se que Abiteboul assumiria um posto mais elevado na Renault, porém, o francês deixou completamente a empresa.

Agora, cabe a Rossi liderar os carros da Alpine, enquanto a responsabilidade de liderar o funcionamento da equipe de Fórmula 1 ficou a cargo do diretor-executivo Marcin Budkowski e o diretor de corridas Davide Brivio.

“Marcin será responsável pelo desenvolvimento do chassi e da unidade de força, coordenando todo o desenvolvimento do carro. Enquanto isso, Davide será o diretor de corridas”, explicou Rossi.

Davide Brivio trocou a MotoGP pela Fórmula 1 em 2021 (Foto: Alpine)

“Os dois trabalharão em conjunto para extrair o melhor desse carro que está sendo projetado para nos colocar na melhor posição no futuro”, continuou. “O resto da equipe está mantendo sua forma de trabalho com Marcin em Enstone e eu em Viry”, seguiu.

Minimizando a mudança inesperada, Rossi afirmou que, apesar dos novos chefes, muita coisa continuará igual nas operações da equipe. “É uma situação um pouco diferente, pois é uma nova construtora, por assim dizer. Além do mais, apesar dessas duas novas linhas que eu disse, o resto continuará igual ao ano passado”.

A postura da equipe francesa de delegar o comando a dois nomes gera um enorme contraste com o que normalmente se vê em outras equipes. Esse formato pode ter potencial para resultar em divergências de ideais e conflito em decisões operacionais cruciais. Mas Budkowski acredita que uma clara divisão de tarefas e responsabilidades servirá para que os desejos da equipe de Enstone sejam atendidos. E que essa estrutura permitirá a ele continuar na sede quando for necessário para supervisionar os preparativos cruciais para a temporada de 2022.

“Nós passamos por uma mudança leve de estrutura que foge da estrutura tradicional de uma equipe. Mas, no fim do dia, os papéis e responsabilidades são claros. Nós apenas os chamamos de uma forma diferente”, colocou.

O novo chefe aproveitou para destacar a essência da equipe e ressaltar as dificuldades que sabe ter pela frente.

“Somos uma equipe francesa, no final das contas, e colocaremos um toque francês na nossa organização estrutural. Gerenciar uma equipe e participar de todas as corridas é muito, muito difícil. Para mim, pessoalmente, é incrível ter o Davide no comando. Além de todas as habilidades que ele traz com suas experiências no esporte, também significa que não terei que ir a todas as corridas”, brincou.

“Isso significa que provavelmente eu irei a maioria delas, mas, provavelmente, perderei algumas na segunda metade da temporada. Tendo alguém como Davide, que tem uma vasta experiência de pista, muita habilidade e traquejo adquiridos como chefe de equipe em outras categorias. Ele sabe como lidar com os pilotos, como motivá-los e sabe como organizar uma garagem. Será uma grande contribuição tê-lo aqui e poder dividir o cargo tendo a certeza que não deixaremos nada sem receber a atenção necessária”, finalizou.

A pré-temporada da F1 começa no Bahrein, no dia 12 de março, duas semanas antes do campeonato dar a partida no mesmo lugar.

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