Alpine protesta contra punição e diz que “agiu de forma justa” ao devolver carro de Alonso

A Alpine mostrou sua insatisfação com a punição da FIA, que apontou que a equipe devolveu o carro #14 de maneira perigosa à pista. Eles reiteraram que agiram "de forma justa"

Mais de cinco horas após o GP dos Estados Unidos, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decidiu punir Fernando Alonso por concluir que a Alpine devolveu o carro #14 à pista de maneira insegura após o acidente com Lance Stroll. Assim, o bicampeão recebeu 30 segundos de adição ao tempo final e perdeu os pontos que havia conquistado — mais especificamente, caiu de sétimo para 15º.

Não demorou muito para a equipe francesa protestar. Em comunicado, eles explicaram o ocorrido e apontaram seu descontentamento com a avaliação da entidade.

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“A equipe Alpine está desapontada ao receber a penalidade pós-corrida para o carro #14 do GP dos Estados Unidos de hoje, o que infelizmente significa que Fernando fica fora da zona de pontuação. A equipe agiu de forma justa e considerou que o carro permaneceu estruturalmente seguro após o incidente de Fernando com Lance Stroll, na volta 22 da corrida, com o retrovisor direito se desprendendo do chassi como resultado de danos causados por Stroll”, disse.

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Alonso não conseguiu desviar de Stroll e ambos colidiram em Austin (Foto: Reprodução/F1)

“A FIA tem o direito de sinalizar a bandeira preta e laranja a um carro durante a corrida se o considerar inseguro e, nesta ocasião, avaliou o carro e decidiu não colocar a bandeira. Além disso, após a corrida, o técnico da FIA considerou que o carro estava nos conformes”, seguiu.

O que aconteceu foi o seguinte: Alonso se envolveu em acidente com Stroll durante a corrida e viu o carro danificado. O canadense foi considerado culpado e punido com três posições de punição para o GP do México da semana que vem por conta do incidente. Alonso, de maneira surpreendente, não abandonou. Foi aos boxes em seguida, manteve o carro na prova e ainda terminou nos pontos, com a sétima colocação. Mas tinha prorrogação na salinha da FIA.

A punição veio por conta de um protesto da Haas, que afirmou que o carro de Alonso estava inseguro por conta do espelho direito, que estava se mexendo e eventualmente caiu do carro, o que é uma infração do regulamento. O protesto, inclusive, foi feito 24 minutos após o tempo limite que os comissários determinam, mas entenderam que o compromisso com prazo não era possível neste caso, e o protesto era legítimo.

A audiência teve Gunther Steiner e Ayao Komatsu representando a Haas, Alan Pérmane representando a Alpine, além de Niels Wittich, Jo Bauer e Nikolas Tombazis representando a FIA. Os membros do time americano afirmaram que o carro de Alonso era inseguro, e que a Haas recebeu a bandeira preta e laranja em três ocasiões diferentes nesta temporada por ter um carro em condições inseguras.

“A equipe também acredita que devido ao protesto ter sido apresentado 24 minutos após o prazo especificado, ele não deveria ter sido aceito e, portanto, a penalidade deve ser considerada inválida. Como resultado deste ponto, a equipe protestou contra a admissibilidade do protesto original da Haas”, encerrou o time de Alonso.

Ontem, Alan Permane, diretor-esportivo da Alpine, citou que, após a queda do espelho, em apenas um momento houve um carro imediatamente atrás de Alonso, e que o engenheiro o informava sobre a distância a todo momento. Também relembrou de um episódio no GP do Japão de 2019, quando Charles Leclerc e Lewis Hamilton puderam continuar a corrida com problemas no espelho.

O vídeo mostrou que o carro primeiro teve o espelho balançando por um número grande de voltas até eventualmente cair. Jo Bauer citou que o espelho desafixado era perigoso, poderia se soltar e atingir outro piloto, e por isso faltava segurança. Também citou que o carro precisa ter os dois espelhos fixados. Os comissários reconheceram que não houve o aviso com a bandeira preta e laranja para Alonso apesar da Haas notificar a situação à direção de prova em duas oportunidades diferentes.

A situação de Suzuka em 2019 foi descartada como “precedente”, e os comissários aceitaram o protesto da Haas, punindo Alonso em um “stop-and-go” de 10 segundos. Pela prova já ter sido encerrada, vira uma punição de 30 segundos adicionais no tempo de corrida do piloto espanhol, o que o tira da zona de pontuação. Nenhum ponto de punição foi aplicado.

Com isso, no que diz respeito aos pontos, Sebastian Vettel, Kevin Magnussen, Yuki Tsunoda e Esteban Ocon passam a ocupar, nesta ordem as posições sete, oito, nove e dez.

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